A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 30/08/2021

Na década de 60, durante o período do regime militar, o governo brasileiro preferiu investir massivamente na produção de energia a partir do uso de usinas hidrelétricas, em função do enorme potencial hídrico nacional. No entando, o sistema elétrico tornou-se altamente dependente, além de frágil, em um contexto de desenvolvimento do perímetro urbano. Dessa forma, a crise hídrica nas regiões brasileiras é negativa para o corpo social, com impactos generalizados, seja na disponibilidade energética, seja na alteração da dinâmica econômica da sociedade.

Em primeiro lugar, nota-se que, no período supracitado, a dependência da fonte de energia hidrelétrica no país era de 70%, segundo os dados divulgados pela Reuters, sendo insatisfatório para um contexto de possível crise hídrica ou mudanças climáticas. Diante disso, a falta de chuvas nas zonas de estoque de água poderia causar uma redução drástica em toda disponibilidade energética do país, uma vez que a rede de distribuição elétrica é interligada em grande parte das regiões brasileiras; por exemplo, uma crise hídrica no sudeste reduz o acesso de energia no nordeste. Assim, observa-se que a escassez de água repentina pode alterar - de modo contundente - a geração de energia no país e, consequentemente, reduzir a disponibilidade energética à população.

Além disso, ressalta-se os impactos secundários à sociedade em função do estreitamento da produção elétrica, em especial, o aumento generalizado dos preços dos produtos, o que reduz o poder de compra da população, pricipalmente dos mais pobres. Nesse sentido, em acordo com o conceito econômico de oferta e demanda, há uma pressão inflacionária na dinâmica monetária social com a carência energética, uma vez que a indústria repassa o aumento do custo de produção para o consumidor; logo, o indivíduo passa a reduzir ou a interromper o consumo em situações extremas. Desse modo, identifica-se que a dependência elétrica possui relação intensa com a cadeira da economia, da indústrial e do consumo.

Destarte, infere-se que o corpo coletivo é prejudicado, em uma conjectura de crise hídrica, no que se refere aos impactos na geração de energia, uma vez que perpassa a disponibilidade elétrica e a dinâmica inflacionária. Portanto, cabe ao Estado, na figura do Ministério da Cidadania, investir nas diversas formas de produção de energia, como solar e eólica, de modo a reduzir tal dependência desse setor ao recusso hídrico. Dessa maneira, a investimento deve ser feito pela disponibilização de concessões a esfera privada, objetivando a redução dos efeitos gerados pelas crises climáticas no país. Assim, é possível que haja a superação das problemáticas energéticas hodiernas.