A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 14/07/2021

Em virtude da quantidade de rios, o Brasil, historicamente, escolheu gerar energia através de usinas hidrelétricas. Dessa forma, o país passou a depender da disponibilidade de água nos reservatórios para produzir energia. Logo, a ocorrência de uma crise hídrica impacta diretamente a geração de energia, precisando muitas vezes ser substituída por outro meio de produção e algumas vezes, até mesmo, cortada.

Nesse contexto, a revista Época constatou que, atualmente, 70% da energia no Brasil é gerada em usinas hidrelétricas. Assim, quando há um esvaziamento dos reservatórios, devido à falta de chuva, é preciso que que usinas termoelétricas sejam ativadas para suprir o abastecimento. Isso faz com que as contas de energia encareçam e a poluição aumente , uma vez que a produção dessa matriz energética é mais cara  e é feita através da queima de combustíveis. Sendo assim, a geração de energia, em tempos de seca, precisa tomar medidas de urgência para ser substituída, visto que não há um planejamento de segurança.

Ademais, segundo o presidente do Instituto Acende Brasil, a atual seca no Sul e Suldeste pode levar a um racionamento de energia ou um apagão em horários de pico. Isso pode acontecer pois as usinas dessas regiões são responsáveis pela geração de mais da metade da energia do país, e o nível de água é o pior da história. Por conseguinte, se os níveis não apresentarem melhora, o racionamento se tornará uma opção para evitar possíveis apagões repentinos.

Portanto, é preciso que o Ministério de Minas e Energia faça um planejamento energético e busque outras matrizes, substituindo a geração de energia em hidrelétricas por energia eólica, maremotriz e solar, que são opções mais limpas e eficientes, a fim de que a produçao brasileira não dependa inteiramente da disponibilidade de água e para que  uma crise hídrica não se torne, também, uma crise energética.