A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 13/07/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergas as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que as dificuldades hídricas e suas consquências na geração de energia afetam grande parte da população. Assim, seja pelo consumo exacerbado, seja pela falta de investimentos, o problema exige uma reflexão.

Convém salientar, de início, que o consumo exagerado de água corrobora para o acirramento da questão. Nesse sentido, é possível perceber que não são todas as épocas do ano que têm chuvas frequentemente e em abundância, e com isso, a falta de conscientização da população expande o problema, sobretudo, devido à banhos super quentes e demorados, além da prática de escovar os dentes com a torneira aberta, ou seja, várias situações que usufruem de uma enorme quantidade de água, na qual esta também deveria ser usada para gerar energia. Logo, a demanda de água e energia para atender toda a população fica comprometida, e por isso, esse cenário deve mudar.

Ademais, é preciso ressaltar que o governo se omite frente ao agravamaneto da situação quando se trata em investir em diferentes tipos e áreas de geração de energia. Nesse contexto, o governo se torna negligente quando não planeja um tipo de energia que seria eficaz para cada estado e região do Brasil, como o nordeste, que há uma grande incidência de sol, porém existe a falta de investimentos em energias solares, como também o Rio Grande do Sul, no qual os ventos são favoráveis à energia eólica, mas há uma escassez desse tipo de produção de energia, dessa forma, a demanda de água diminuiria e assim, ajudaria a erradicar a crise hídrica e energética no país.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo, que deve, por meio de projetos e campanhas, destinar verbas para a inserção de diferentes modelos de geração de energia, para que esta não usufrua de grandes quantidades de água, a fim de proporcionar um país mais desenvolvido e que tenha opções viáveis de energia de acordo com o clima e se comprometer o meio ambiente, pois, somente assim, observar-se-á um país em que esses problemas poderão ser mazelas passadas na história brasileira.