A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 14/07/2021

“A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba”. Assim disse Guimarães Rosa, icônico escritor brasileiro. Décadas depois, enfim, o Brasil começa a entender o significado desta frase, enquanto se aproxima cada vez mais de uma crise hídrica catastrófica. Esta tem como principal causa o desmatamento na Floresta Amazônica e a irresponsabilidade do Governo Federal diante de tal problema.

No ano de 2021 houve o maior índice de desmatamento na Floresta Amazônica de todos os tempos, segundo o INPE. Consequentemente, com menos árvores, a umidade formada pela evapotranspiração das plantas diminui e no Sudeste, região esta que depende da massa de ar úmida vinda do Norte, a incidência de chuvas cai drasticamente. Em decorrer disso, o Brasil, que usa hidrelétricas como principal fonte de energia, acaba com déficit na produção desta, gerando então inúmeros problemas para o país em toda a sua extensão.

Visto isso, imagina-se que o Governo Federal imponha leis para controlar a queima e o corte de árvores. Entretanto, em uma entrevista ao site de notícias G1.com, o presidente da república Jair Bolsonaro em 2020, não há ‘‘sequer um hectare da selva devastada’’. Tal posicionamento é  extremamente alarmante considerando o que aconteceu em seguida, a crise hídrica em 2021. Como foi explicado anteriormente, a escassez de água ocasionou a diminuição da energia produzida e o aumento do preço das contas de luz. Somando isso à pandemia do coronavírus, que também aconteceu nesse mesmo ano, e tem-se como resultado uma crise ecônomica.

Por todos esses aspectos, é proposto que o Governo Federal revise as leis ambientais e puna corretamente aqueles que as quebrarem, tal como se espera da população que faça a sua parte preservando o meio ambiente e respeitando-o.