A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 15/07/2021

Na obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é retratada a vida de uma família nordestina que, vítima da seca que assola a região, vê-se obrigada a realizar contantes migrações em busca de melhores condições de vida. Analogamente, na sociedade atual, a crise hídrica permanece sendo um dos problemas que assola a população brasileira, afetando diversas esferas do cotidiano. Sob esse viés, nota-se que uma das principais causas desse problema é o descaso governamental para com o meio ambiente, que associado ao desflorestamento brasileiro, fomenta intensamente o óbice.

Convém ressaltar, a princípio, que uma das principais causas da estiagem no Brasil é o constante desmatamento das áreas florestais, objetivando ganhos no setor econômico. Nesse âmbito, o projeto Rios Voadores, criado pelo aviador e ambientalista Gérard Moss em 2007, estudou a relação entre a floresta amazônica e o ciclo de chuvas brasileiro, descobrindo que área florestal influencia diretamente na distribuição de chuva no país através da evapotranspiração, formando massas de ar carregadas de umidade que são transportadas pelo vento a todo território nacional. Contudo, apesar da grande importância, essa área continua sendo desmatada, diminuindo, assim, a área de evapotranspiração e, consequentemente, a quantidade de chuvas.

Outrossim, a falta de chuvas traz como uma de suas principais consequências o desabastecimento das usinas hidrelétricas, principal fonte de geração de energia do país, prejudicando o abastecimento elétrico em todo território. Dessa forma, segundo o cofundador e diretor da fundação Greepeace, Paul Watson, a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente, ou seja, viver harmoniosamente com a natureza mostra o ser inteligente pois esta é de extrema importância para a manutenção da vida. Sendo assim, ao não respeitar o meio ambiente, o ser humano compromete esse equilíbrio, assim como seu próprio bem-estar, fomentando o problema.

Diante do exposto, com o fito de mitigar a problemática, impende ao Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, a criação de medidas efetivas para a preservação da Amazônia, além da devida fiscalização das já existentes, objetivando fornecer uma maior segurança a área, que é de suma importância para diversos segmentos no cotidiano brasileiro, dentre eles a geração de energia. Ademais, também o Governo Federal, em consonância a ONGs da esfera ambiental, deve desenvolver projetos para o reflorestamento em escala nacional, reestruturando a base ambiental do país, para que, com o aumento da área florestal, haja o reequilíbrio dos índices pluviométricos. Desse modo, a sociedade poderá atenuar o imbróglio e, como defendido por Paul Watson, reestabelecer o equilíbrio do ecossistema.