A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 22/07/2021

O período militar, compreendido entre os anos 1964-1985, foi um regime marcado por grandes construções, tais quais as maiores usinas hidrelétricas do Brasil. Tal fato contribuiu para que a principal fonte de matriz energética brasileira fosse proveniente de hidrelétricas devido ao grande potencial  hídrico do país. Porém, embora o território brasileiro desfrute da maior capacidade aquífera do mundo, este apresenta impasses para a produção energética, já que os principais reservátorios de água apresentam níveis insatisfatórios e insuficientes, indicando assim, uma crise desfavorável à nação.

Em primeiro plano, remetendo-se à ideia da diminuição dos níveis de reservatórios aquíferos, há explicações tanto antrópicas quanto naturais para esse evento. Segundo o INMET- Instituto Nacional de Meteorologia- há algumas divergências de opnião quanto a real causa da problemática; enquanto alguns acreditam que as ações do homem sobre o meio ambiente levam ao aumento da temperatura média global, ocansionando a falta de chuva e por conseguinte a diminuição dos reservatórios de água, outros afirmam que o El Niño- fenômeo climático natural que provoca o aquecimento anormal das águas do Pacífico- seja o verdadeiro fator que criou um sistema de baixo volume de chuva.

Ademais, em vista da demasiada dependência do Brasil sobre sobre as hidrelétricas, as quais representam mais da metade dos recursos energéticos do país, é fato que o Governo não se vê capaz de solucionar crises, mas sim em jogar todo o peso de uma gestão ineficiente nas costas da população, a qual é sujeita a pagar altos impostos para cobrir gastos não previstos pelo departamento responsável pelo âmbito energético. Portanto, nota-se que o Brasil deve explorar novos horizontes quanto à geração de energia, e como este é um país tropical, apresenta-se como promissor em relação a geração de energia solar, a qual apresenta vantagens como baixo impacto ambiental para instalação, economia nas contas de luz, entreoutros, colaborando assim para meio social e ambiental.

Em suma, é imprescindível que a logística energética e a exploração de fontes de energia renováveis propícias ao Brasil sejam pautas entre as decisões políticas a fim de criar um cenário mais favorável à nação. Dessarte, é necessário que o Governo, principal órgão regulador das atividades do âmbito social, em parceria com empresas fotovoltaicas privadas, como por exemplo a Solbras, invista em pesquisas direcionadas à energia solar, com o propósito de substituir as hidrelétricas e maximizar a geração fotovoltaica.