A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 15/07/2021
No convívio social brasileiro, dentre diversas problemáticas, é possivel apontar a crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia. Nesse contexto, dois fatores são essenciais para que ocorra essa adversidade e suas consequências: o desmatamento atuando como agravador e a falta de variedade nos meios de produzir energia elétrica. Logo, urge a necessidade de órgãos competentes de intervirem nesta ocorrência.
Em primeira análise, é possível apontar o desmatamento como agente intensificador da crise hídrica, tendo em vista que reflete diretamente no regime de chuvas. De acordo com professor Pedro Luiz Cortês que o desmatamento no Brasil, nos últimos 10 anos vem gerando um défict de chuvas, impactando diretamente nas reservas de diversas reservas de água no país. Essa escassez de água provocada pelo desflorestamento está intimamente ligado com a produção de energia, haja vista que a energia gerada no país é majoritariamente vinda de usinas hidrelétricas. Nesse sentido, faz-se necessária a fiscalização dos terrenos desmatados para que amenize a problemática.
Em segunda análise, pode-se destacar a ausência de variedade nas formas de obtenção de energia elétrica no país, uma vez que por ser dependente prevalecentemente da água. Pesquisa feita pela Agência Nacional de Energia -ANEEL- aponta que 64% de toda energia produzida no país vem de usinas hidrelétricas. Esse dado comprova o oligopólio presente principalmente sobre as usinas hidrelétricas, então, este fator favorece o agravamento da escassez de energia elétrica durante a crise hídrica presente no país. Dessa forma, faz se necessário o incentivo para a pluralidade de fontes energéticas no Brasil para que seu acesso seja democratizado no país.
Conclui-se, portanto, que é imperiosa a intervenção no imbróglio, pois é prejudicial para a camada social brasileira. Nesse sentido, é dever do estado em parceria com a secretaria do meio ambiente criar políticas públicas que promovam a fiscalização de terrenos desmatados, sobretudo em regiões próximas às usinas hidrelétricas, a fim de que seja evitado o agravamento da crise hídrica. Ademais, o estado deve estimular, através de incentivos fiscais, a introdução de novas fontes energéticas, preferencialmente renováveis, para que o país não dependa apenas da água para produção de energia.