A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 12/07/2021
Segundo artigo 225 da Constituição Federal, é de responsabilidade do Estado garantir o equilíbrio do meio ambiente. Entretanto, ao analisar a crise hídrica brasileira e seus impactos na matriz energética, fica claro que tal lei não está sendo devidamente cumprida. Por outro lado, há também a utilização de fontes de energia não favoráveis à população, o que tem como consequência o aumento da desigualdade social. Logo, torna-se necessária a intervenção das autoridades.
No que tange as questões ambientais, é possível citar que o grande número de queimadas na Amazônia traz efeitos nocivos para a produção elétrica no Brasil. Nesse contexto, tal impacto gera diminuição do volume de rios voadores - massas de ar, formadas na floresta, que levam umidade para todo o país -, os quais são responsáveis por grande parte das chuvas que alimentam os reservatórios das hidrelétricas. Tal cenário de seca é ocasionado, na maioria das vezes, devido ao descaso por parte dos membros do agronegócio atuantes na região norte, os quais estão sempre expandindo seu território e queimando tudo aquilo que julgam necessário para seu próprio desenvolvimento. Desse modo, é notável que a manutenção dessa matriz como principal fonte de energia é inviável e deve ser alterada por uma que consiga sanar todas as necessidades brasileiras.
Ademais, no plano energético brasileiro, está prevista a utilização de termelétricas como substituição das hidrelétricas nos períodos de estiagem ou durante crise hídrica. No entanto, essa alternância traz efeitos danosos para a população, visto que tal alternativa energética tem um alto custo de produção, gerando tarifas cada vez mais elevadas. Sob essa realidade, é possível afirmar que o encarecimento da energia gera inflação, uma vez que tudo em uma sociedade economicamente ativa gira em torno disso, ocasionando a acentuação das desigualdades sociais. Outrossim, uma problemática inerente ao Brasil é a má distribuição dessas matrizes, o que enfatiza - ainda mais - tais problemáticas. Com isso, é de suma importância que medidas cabíveis sejam colocadas em prática pelas autoridades competentes.
Portanto, as questões hídrica e energética estão intimamente interligadas. Assim, cabe ao Estado investir capital em energias alternativas, como a eólica, por meio da formulação de leis que tornem obrigatória a participação de pelo menos 50% dessas fontes da matriz brasileira, para dessa forma não ocorrerem problemas durante uma crise de abastecimento de água e ainda gerar menos danos ambientais, trazendo a sustentabilidade. Além disso, a Aneel deve melhorar a distribuição elétrica, mediante investimentos em formas otimizadas de transporte, para assim ser possível a redução das problemáticas - como a falta de acesso por parte de todos e a inflação. Somente sob essa perspectiva será alcançada uma sociedade harmônica e mais próxima daquela prevista na Carta Magna.