A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 15/07/2021

A obra literária “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, retrata a falta de água no Sertão e a migração de sertanejos para áreas menos castigadas pela seca. Diante disso,  nota-se a permanência da crise hídrica no país com essa levando à impactos na geração de energia, como: elevação dos preços das tarifas e a necessidade de contrução de novas hidrelétricas.

Em primeira análise, há o crescimento das tarifas do custo de energia. Visto isso, de acordo com a Carta Magna de 1988, é dever do estado reduzir as desigualdades sociais no Brasil. Entretanto, ao primeiro alerta de crise hídrica, com o Governo consciente sobre a água como principal recurso energético, não houve a busca ou investimentos em meios para substituir a dependência do líquido. A somatória disso, portanto, desencadeou o aumento dos preços, que análogo a pandemia, a qual gerou o aumento do desemprego, geraram o agravaramento a desigualdade.

Ademais, existe um pensamento de indispensabilidade de novas usinas hidroelétricas para suprir a necessidade durante a crise hídrica. Dessa forma, tem-se conhecimento dos maleficios dessas construções, como alagamentos, desterritorialização de habitantes e destruição da fauna e flora. Sendo assim, apesar do entendimento governamental sobre os empecilhos das construções e sobre formas sustentáveis de geração de energia, ainda persiste em evitar os investimentos ecoógios e viver em eterna depenência de um recurso não-renovável.

Em suma, medidas hão de ser tomadas para mitigar esse nefasto quadro. Logo, cabe ao Ministério de Minas e Energia - Órgão responsável pela execução de Políticas Públicas para o uso sustentável de riquezas energéticas - investir em outras formas de desenvolvimento de energia no Brasil, por meio de redirecionamento do capital que seria usado para construção de novas usinas movidas pela água, a fim de diminuir os impactos da crise hídrica junto com os preços e o desmatamento ambiental. Assim, será possível diminuir os problemas gerados pela falta de água como é retratado em “Vidas secas” de Graciliano Ramos.