A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 13/07/2021
Na Ditadura Militar, em 1974, foi construída uma das maiores hidrelétricas do mundo, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, responsável por ser a maior fonte geradora de eletricidade do país. Sob esse prisma, é evidente que a maior parte da energia está fortemente interligada com a água, dessa maneira, a crise hídrica no Brasil tem impacto direto na geração de energia. Assim, é indubitável que esse empecilho é fomentado tanto pela negligência governamental, como também pelo desmatamento.
Nesse viés, é importante destacar a gestão falha do Estado sobre o consumo de água e como isso afeta a distribuição energética. Assim sendo, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o Brasil vai gastar mais água na próxima década, não tem cuidado de seus mananciais e reservas e centenas de municípios brasileiros estão em situação de estresse hídrico. Nessa perspectiva, o aumento do custo dessas substâncias afetará toda a conjuntura social mais do que afeta atualmente. Desse modo, o governo deve tomar medidas como cuidar das bacias hidrográficas e preservar matas ciliares.
Outrossim, é válido salientar o desmatamento descontrolado da floresta amazônica como agravante dessa situação. Sendo assim, o desmatamento está tornando a matriz energética obsoleta, pois os “rios aéreos” (fluxos de ar úmido) levam chuva para o resto do país, consequentemente, com menos floresta, as chuvas serão menores, afetando a quantidade de água nos reservatórios e, em sequência, a de energia. Portanto, a redução de florestas possui efeito drástico na crise hídrica e crise energética.
Em face dos argumentos supracitados, para atenuar os impasses gerados pela problemática, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, em consonância com o Governo Federal, invista tanto em outros recursos energéticos, como também nos mananciais e reservas hídricas, por meio de verbas públicas, a fim de melhorar melhorar os recursos. Logo, com essas e outras medidas, será possível minimizar os óbices ligados à crise energética e hídrica.