A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 13/07/2021
Segundo Gandhi, o futuro depende do que é feito no presente. Com isso, combater a crise hídrica brasileira é essencial para evitar um colapso na geração de energia posteriormente. Contudo, no Brasil, os investimentos na área de tecnologia ambiental e consumo consciente demonstram precariedade.
Primeiramente, há necessidade de reestruturar as obras tradicionais que interferem no meio ambiente, sem que desampare a geração de energia essencial, conectando as soluções. Entretanto, as hidrelétricas seguem como a principal fonte de energia brasileira, por conta do baixo custo de instalação e manutenção, visível nos inúmeros impactos, decorrentes da falta de planejamento e interesse ambiental, mas, apesar da visão exclusivamente capitalista, ainda traz consequências na economia de pessoas que vivem entorno, pois como usinas alteram completamente o fluxo do rio, ocasionando cheias e secas atípicas, prejudica diretamente a pesca e a sobrevivência dessas comunidades, além disso, aumenta os gastos com auxílio aos afetados desses eventos. Por isso, as empresas privadas e o Estado devem extinguir a atual dependência da água para gerar eletricidade.
Por conseguinte, é de estrita necessidade relacionar questões ambientais e comerciais, pois a sua falta causa perdas irreparavéis. Mais precisamente, o desastre na usina hidrelétrica de Mariana em 2015 e três anos depois, em Brumadinho, com 18 mortos e centenas de desaparecidos, além da contaminação do rio doce, a empresa Vale -responsável pelo gerenciamento- é mais uma entre milhares que negligenciam a segurança, em torno do lucro, cenário que demonstra as consequências da crise hídrica cada vez mais perceptível, além disso, as mudanças climáticas ocasionadas pelo aquecimento global causam poucas chuvas no Sudeste, enquanto a população do Norte sofre com a maior cheia do rio Negro em 119 anos, extremos climáticos que impactam na geração de energia. Logo, a água como geradora de eletricidade torna-se menos viável do ponto de vista ecolôgico e finaceiro.
Destarte, os investimentos em tecnologias para evitar crises na geração de energia através das usinas hidrelétricas devem ser voltados também para as questões ambientais. Além disso, o Estado deve investir em meios mais sustentáveis de obtenção de eletricidade, auxiliando empresas privadas para que se torne atrativo financeiramente, gerando capital para que se possa ter uma instalação e manutenção adequada, além de gerar novos empregos. Bem como, a população precisa estar alerta ao consumo consciente e a reinvidicação de seus direitos, apagar as luzes quando não necessário, cobrar quando forem erroneamente taxados ou prejudicados por ações das grandes coorporativas, como em Mariana e Brumadinho. A conexão entre lucro e sustentabilidade trará soluções a curto e longo prazo.