A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 14/07/2021

Desde a Ditadura militar, o Brasil destaca-se pela produtividade energética advinda de sistemas hidroelétricos. Nesse sentido, esses recursos garantem o abastecimento da indústria e satisfazem a necessidade básica da população. Entretanto, o consumo desenfreado dos recursos hídricos e a negligência estatal afetam diretamente a produção e a distribuição de energia elétrica, impedindo que os indivíduos desfrutem desses benefícios na prática. Dessa forma, é imprescindível analisar os fatores que contribuem com a manutenção da problemática a fim de amenizá-los.

Nessa perspectiva, é importante salientar que o cenário brasileiro está condicionado ao modelo capitalista que visa o lucro e a expansão econômica. Sendo assim, as pessoas são induzidas para consumir produtos que acabam aumentando o consumo hídrico e elétrico, ocasionando desequilibrios ambientais e sociais como o aumento das contas de luz, acompanhado do frequente risco de racionamento energético. Tal realidade demonstra a necessidade de orientar a população em relação a utilização desses recursos.

Nesse viés, é válido ressaltar que a negligência estatal colabora com a crise hídrica e energética em território nacional. Desse modo, é dever do Estado garantir a hamornia social, tendo em vista que a ausência de medidas que visem suprir a necessidade de água em diversas regiões reflete no bem estar social e econômico dos cidadãos. Com isso, é notório que a distribuição não uniforme da água e da energia, por parte do poder público, contribui com a desigualdade social.

Portanto, é preciso que medidas sejam colocadas em prática para amenizar essa situação. Para isso, o Governo Federal deve aumentar, por meio de uma legislação aplicável e eficaz a fiscalização das áreas que mais precisam do aporte hídrico, a fim de promover uma distribuição mais justa da água e da energia em todo o território brasileiro. Além disso, cabe ao mesmo órgão, com apoio das mídias sociais, incentivar o uso de fontes renováveis de energia, através de propagandas e congressos, com o fito de modernizar a sociedade. Dessa maneira, com essas e outras medidas, é possível se alçançar um páis, de fato, desenvolvido.