A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 03/08/2021
A energia elétrica formada por meio de usinas hidrelétricas é transformada de energia potencial gravitacional para energia cinética, de forma a ocorrer o movimento das turbinas e, consequentemente, a geração de energia elétrica e sua distribuição pelo país. No entanto, tal processo apresenta total dependência da água, pois seu fluxo irá produzir a eletricidade. Nesse contexto, a ausência de medidas governamentais e a falta de conscientização populacional a respeito do uso consciente de água são fatores que agravam a crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia.
Nesse cenário, deve-se ressaltar a ausência de atenção governamental como impulsionadora da crise hídrica e seus impactos na geração de energia. Primeiramente, de acordo com a Editora “O Globo”, um dos motivos da crise hídrica brasileira, é por conta da forma que o Governo escolheu para gerar energia, sendo a maior fonte de energia do país, as usinas hidrelétricas, ou seja, há a necessidade de uma grande demanda de água para seu funcionamento. Nesse contexto, apesar da grande necessidade de água, há outras desvantagens ao usar esse tipo de energia, como o deslocamento da população ribeirinha e a grande alteração do ecossistema local, de forma a ser necessário que o Governo use uma energia alternativa no Brasil.
Ademais, é fundamental apontar o desprovimento de conscientização da população brasileira como aliado a crise hídrica que impacta na geração de energia. Nesse horizonte, segundo estudo divulgado pelo UOL, o Brasil desperdiça aproximadamente 40% de toda a água potável que detém. Dessa forma, tal desperdício, certamente agrava a crise hídrica e seus impactos na geração de energia. Nessa perspectiva, segundo o escritor britânico, Oscar Wilde, estar insatisfeito é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que além de fatores externos (como as medidas governamentais), é indispensável que a população tome atitudes para diminuir o desperdício hídrico. Logo, torna-se inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, dessa forma, a necessidade de se combater esses obstáculos para conter o avanço do problema. Para isso, é imprescindível que o Governo federal crie um plano de reforma, que irá ampliar as opções de fonte de energia elétrica no Brasil (já que a principal fonte atualmente, são as usinas hidrelétricas) para outras com mais vantagens e menos desvantagens - como a energia eólica e a solar -, de modo a diminuir a crise hídrica brasileira. Ademais, também cabe ao ambiente escolar e familiar, que conscientizem a nova geração por meio de palestras - on-line e presenciais -, de forma e elucidar as consequências do desperdício de água e a maneira mais eficaz de economizá-la, a fim de que forme-se uma sociedade mais consciente.