A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 25/08/2021
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI - retrata ma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à crise hídrica e geração de energia no Btasil, que geral péssimas expectativas para a economia do país e põe em questão a eficiência do modelo energético brasileiro. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão do consumo exagerado de água mas também devido a forte dependência desse rescurso para o cenário energético nacional. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura com o intuito de reverter esse quadro.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que o uso indevido da água agrava cada vez mais a crise hídrica no país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o agronegócio respondeu por 97% do consumo total desse recurso natural no ano de 2017. Dessa maneira, fica claro que o Poder Público se mostra ineficaz na questão da distribuição de água, visto que não tem controle sobre o seu uso nas cadeias produtivas da agricultura e das agroindústrias, destinando um baixo percentual para a população e tornando-a como “vilã”
Além disso, a dependência da força das águas para a geração de energia no Brasil apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com o jornal O Globo, a crise hídrica que atinge alguns dos principais reservatórios do país fez a geração acumulada de energia da usina de Itaipu em 2021 ser a menor para o período nos últimos 27 anos. Com isso, é possível afirmar que em períodos com baixos níveis de chuvas, o volume dos rios é reduzido e torna-se necessário recorrer às usinas termelétricas, aumentando o preço da conta de energia. Logo, torna-se inadmissível que o país ignore ações que poderiam, potencialmente, diminuir a dependência da água, como investir em fontes alternativas.
Portanto, pode-se inferir que a crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia está em questão no Brasil e é um tema relevante que carece de soluções. Assim, cabe ao Governo federal implantar uma reforma hídrica no país com o intuito de evitar a concentração desse recurso por parte do agronegócio, além de destinar verbas para a elaboração de campanhas em programas de televisão visando à conscientização do consumo de água por parte da população. Ademais, é fundamental que o Estado busque por novas fontes de energia renováveis - como a solar ou a eólica - com o objetivo de reduzir a dependência da força das águas. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.