A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 25/08/2021

Na Nova República, o Brasil, em 2002, decorreu-se de um apagão, no qual representou a falha energética existente no país. Não distante,  ainda há a permanência de um quadro análogo, haja vista a crise hídrica e seus impactos negativos na geração de energia, que, por sua vez, ocorre tanto pela sobreposição da agricultura, quanto em razão do atraso tenológico.

Diante desse cenário, vale ressaltar que o consumo excessivo da água nas plantações agrava essa temática. De certo, a produção voltada à agroindústria está pautada na maior obtenção do lucro, a considerar o grande consumo de água sem ao menos haver uma preocupação com uma possível racionalização dessa ação, por exemplo: a optação por técnicas de gotejamento. A esse respeito, o sociólogo Milton Santos destaca o capitalismo como o fundamento da sociedade atual. Em análise, percebe-se a veracidade de Milton, a justificar a ignorância das empresas agricultoras ao tema por conta do financeiro e, em vista disso, reservatórios para usinas hidrelétricas, em razão da sua extrema exploração, tendem a diminuir.

Outrossim, a escassez de novos modos de obtenção de energia fomenta a problemática. Nesse contexto, o filme “O menino que descobriu o vento” é demonstrado o investimento por parte do protagonista em métodos inovadores de produção de energia. Contudo, no Brasil, não há a predominância dessa procura retratada, a analisar a sobrecarga sofrida pelas usinas hidrelétricas, em conjunto com a ausência de investimentos na produção energética limpa. Logo, com a preconização de um único modelo, em sua maioria, como gerador elétrico do país, a água - recurso limitado -, por sua grande utilização, consequentemente,  chegue ao seu fim.

Fica clara, portanto, a necessidade de medidas que revertam a conjuntura precária do modelo energético brasileiro - semelhante ao apagão ocorrido em 2002. Para que isso aconteça, é mister que o Ministério do Ambiente proteja os rios de sua exploração por meio de uma lei que proíbe a utilização exacerbada da água por empresas agricultoras, com a punição a partir de multas se não houver o cumprimento. Essa proposta se decorre por intermédio de fiscalizações em plantações e tem como objetivo uma preservação da água dos reservatórios e, com isso, uma efetiva geração de energia. Além disso, cabe ao Ministério da Ciência o investimento em fontes renováveis e, assim, a resolução desse tema.