A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 06/09/2021

Em “Mad Max: Estrada da Fúria” - produção cinematográfica futurística de grande renome - é possível observar como o ser humano necessita de água e se submete a situações precárias para obtê-la. Não obstante, a realidade das condições de vida na atualidade é diferente à apresentada no filme. Contudo, diversos fatores, ao longo dos anos, têm contribuído para uma aproximação entre estas, como é o caso da crise hídrica brasileira e os seus crescentes impactos na geração de energia no Brasil. Desta maneira, urge uma conscientização entre a sociedade e o Estado, de modo que busquem uma solução eficaz para a extinção do problema.

Sob esse prima, o frequente aumento no consumo de energia elétrica no Brasil, associado a falta de água, tem sido pauta de debates entre os governos estaduais e orgãos resonsáveis pelo caso.  Um caso em destaque ocorreu em janeiro de 2015, em São Paulo, quando a queda de árvores na rede elétrica deixou uma estação de tratamento de água da Sabesp sem energia. Tal ocorrido deixou mais de 1 milhão de pessoas sem água. Isso occore em função da relação entre a capacidade hídrica do país e a produção de energia elétrica. Deste modo, torna-se imprescindível uma associação entre a nação e o governo brasileiro, para que haja uma racionalização periódica destes recursos, evitando assim, um pico de consumo, a ponto de tronar-se incontrolável.

Outrossim, é notório que o alto consumo elétrico tem elevado o valor da conta de luz, igualmente, o da conta de água. Isso ocorrem em função de uma escolha histórica do Brasil, o qual optou por utilizar de usinas hidrelétricas, para que houvesse um maior aproveitamento da enorme capacidade hídrica do país. Contudo, criou-se um vínculo entre a energia elétrica e a água. Tal fator prejudica diretamente toda a nação, a qual acaba por pagar um valor consideravelmente maior pela mesma quantidade consumida destes produtos. Dessarte, demonstra-se necessária e eficaz a quebra deste vínculo histórico presente no Brasil, água-eletricidade, com a aplicação de outros tipos de produção de energia limpa e renovável.

Urge, portanto, a criação de orgãos responsáveis pela fiscalização de consumo elétrico e hídrico, a alocação de verbas para a construção de diversos tipos de fontes de energia limpa e renovável, além da distribuição de geradores elétricos, com um custo consideravelmente menor ao valor de mercado, para pequenas empresas que necessitem deste recurso. E, também, seria eficaz, a compra temporária de energia elétrica do exterior, tornando assim, o país capaz de sustentar momentos de pico de uso deste produto. Assim, será possível atravessar o momento de crise hídrica no Brasil.