A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 06/09/2021
De acordo com Leonardo da Vinci, famoso polímata italiano, a água é o veículo da natureza. Essa afirmação pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade perante a crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia, já que a falta de incomodo social garante a invisibilidade deste impacto socioeconômico que permanece sem resolução. Nesse sentido, tem-se a negligência populacional como origem desse cenário. Desse modo, entre os fatores que aprofundam essa situação, estão a intervenção humana e o consumismo pós-modernista.
Convém enfatizar, a princípio, que a interferência do homem no meio ambiente solidifica a crise no Brasil. Isso ocorre porque alguns projetos infraestruturais são implementados na natureza de maneira inadequada, sem levar em consideração os possíveis desastres ambientais, como a seca. Dessa forma, ocorre uma diminuição nos índices pluviométricos, por conseguinte, a escassa presença hídrica provoca uma desordem nacional, visto que a hidrosfera é fundamental para a geração de energia através das usinas hidroelétricas. Conforme uma pesquisa feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica, cerca de 67% da energia gerada no país vêm de usinas movidas pela força dos rios, desse modo, é notável que a nação brasileira é precisamente dependente da água.
Nesse contexto, observa-se que o consumismo é responsável pela persistência da problemática no país. Esse quadro advém da Revolução Industrial após o aumento da produção fabril e do crescimento da população, dado que a indústria é responsável por suprir todas as necessidades dos cidadãos. À vista disso, o ser humano, já motivado pelo sentimento de consumo imposto pela mentalidade capitalista, começa a absorver mais do que o essencial, isto é, inicia-se um processo de desperdício exacerbado. Segundo Adam Smith, filósofo britânico, é a única finalidade e o único propósito de toda produção, em outras palavras, as pessoas são apenas vítimas da sociedade capitalista.
Sob esses viés, fica evidente os impactos causados pela crise hídrica na coletividade brasilience. Nesse âmbito cabe ao Ministério do Meio Ambiente e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística providenciar trabalhos voluntários e uma reforma federativa por meio de campanhas, propostas legislativas ao Congresso Nacional e palestras escolares, a fim de promover a manutenção natural dos recursos aquíferos. Enfim, a partir dessas ações será possível frear o desenvolvimento deste desequilíbrio hídrico no território.