A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 06/09/2021

A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante a todos os cidadãos o direito social de acesso à energia elétrica, já que essa é fundamental para garantir dignidade humana. Entretanto, a atual crise hídrica torna esse direito escasso, pois é prejudicial à geração de energia. Nesse sentido, no que tange à questão da geração de energia proveniente da água, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude do desperdício de água e do alto consumo dos recursos hídricos.

Dessa forma, em primeira análise o esbanjamento de água é um desafio presente no problema. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. A partir disso, é notável que embora as situações climáticas sejam desfavoráveis, ainda há um alto nível de desperdício de água na maioria das residências brasileiras, esse cenário se torna mais deplorável em períodos de estiagem. Logo, enquanto a sociedade não se conscientizar de seus deveres junto ao combate à crise, o problema permanecerá exposto.

Outrossim, a alta demanda de água em processos produtivos é um entrave no que se refere à adversidade. Na ausência do funcionamento das hidrelétricas, são acionadas as termelétricas, onde a fonte principal de geração é o calor da queima de combustíveis, no entanto, ainda é gasto muitos recursos hídricos nessa produção, por exemplo, segundo relatórios da ONU, nos Estados Unidos 50% da água são destinadas a essas usinas, e no Brasil tal conjuntura é similar.

Portanto, fica evidente a necessidade de intervir na problemática, com o fim de amenizar as consequências.Desse modo, é dever do Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela proteção e sustentabilidade dos recursos naturais, informar a população sobre maneiras de usar a água de modo consciente por intermédio de divulgação em meios de comunicação, com o objetivo de diminuir o desperdício da água e evitar problemas na geração de energia.