A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 25/09/2021

Durante o Período Colonial, a extração do pau-brasil, que parecia ser um grande investimento para as grandes navegações, hoje é vista como um dos maiores massacres da biodiversidade brasileira por conta da aniquilação de grande parte da Mata Atlântica original. Voltando-se ao contexto atual, a relação desequilibrada entre os recursos hídricos e o funcionamento da sociedade se destaca e é considerado uma das principais discussões da contemporaneidade. Nesse sentido, a utilização de recursos sem monitoramento e preparação são duas causas da problemática da água no Brasil. ]

Em primeira análise, a falta de monitoramento diante de crises vigentes é considerada comum na relação entre a natureza e a sociedade brasileira, tendo os desastre de Mariana e Brumadinho como erros que ficarão gravados na memória dos cidadãos por muitas décadas, uma vez que foram previstos, mas não foram evitados. Por conseguinte, percebe-se a continuidade da negligência em relação ao patrimônio hídrico do país, na qual pesquisas são ignoradas e a cobrança governamental no cumprimento de leis é maleável, agravando a situação da fauna e flora nacional, o que reflete nas bacias hidrográficas. Consequentemente, de maneira análoga à situação vivenciada pela região do Mar de Aral, que utilizava a agricultura familiar irrigada e a pesca para salvar muitas famílias da miséria, hoje, como toda atividade humana não supervisionada, sofre impactos marcantes da seca, da morte dos peixes e da miséria de todos que ali moravam.

Além disso, a falta de uma base forte de leis na aplicação de condições favoráveis ao meio ambiente é outra problemática a ser tratada. Com isso, a priorização de ganhos econômicos em função da destruição do espaço é realidade no cenário brasileiro, no qual o desmatamento é aceitável visto os benéficos advindos da agropecuária. Entretanto, um fator constantemente desconsiderado é a intima relação entre a vegetação e o clima, que, nos últimos anos, vem evidenciando como esses “benefícios” também os prejudicam a longo prazo, com secas, mudanças climáticas abruptas e instabilidade na plantação. Diante disso, o documentário “Cowspiracy”, que divulga as catastróficas consequências da indústria da carne para o sistema hídrico do planeta, demonstra a importância do estabelecimento de limites e imposições que valorizem a vegetação natural do país.

Portanto, a fim de atenuar as adversidades, medidas tem de ser tomadas. Logo, é importante que o Ministério do Meio Ambiente, associado a grandes empresas, invista na melhora da fiscalização das áreas remotas por meio da instalação de satélites e da contratação de profissionais qualificados na análise de imagens, a fim de garantir o monitoramento contínuo e seguro, buscando cada vez menos desastres ambientais e cessar a problemática da crise hídrica como sendo um mal nacional.