A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 13/09/2021

Entende-se por crise hídrica, a falta de água para o abastecimento da população e para a geração de energia elétrica, bem como sua distribuição.

A escassez de água acarreta vários problemas socioeconômicos, como apagões, baixa produção agrícola e industrial, seca e pobreza. Diante disso, são perceptíveis os impasses para a produção de eletricidade no país, sendo portanto,  necessária a adoção de medidas para erradicar a situação.

Em primeiro plano, vale evidenciar que a energia hidroelétrica é a principal fonte de energia utilizada pelo Brasil para a obtenção de eletricidade. De acordo com o site do Mundo Educação, atualmente, cerca de 90% da energia produzida no país provém das usinas hidroelétricas. Porém, apesar de se ter grande capacidade para energia eólica e solar, o país direciona e concentra seus investimentos para a fonte hídrica, que em períodos de estiagem ocasiona oscilações e má distribuição dessa energia.

Ademais, outra desvantagem decorrente do uso das usinas hidroelétricas é a conta de energia, que sobe notoriamente em tempos de seca. Segundo o dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o país enfrenta o pior período de estiagem dos últimos 91 anos. Em consequência dessa crise hídrica pela qual o Brasil atravessa, o preço da energia subiu quase três vezes mais que a inflação no ano de 2021, apertando o bolso dos brasileiros. Consumidores de baixa renda não têm condições de pagar uma conta tão alta, portanto ficam sem acesso à energia.

Logo, para garantir a produção e justa distribuição de energia no país, a ANEEL, juntamente ao Ministério de Minas e Energia (MME), deve, através de verbas governamentais, investir em outras fontes de energia mais rentáveis e que não agridam tanto o meio ambiente, como a eólica e solar, por exemplo. Dessa forma, diminuirão as dificuldades para o desenvolvimento de energia, e mais pessoas terão acesso à eletricidade.