A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 14/09/2021
Desde o final do século XX, as instalações de barreiras para a construção de usinas vêm sendo concluídas, apesar de que, somente após a Segunda Guerra Mundial, a adoção de hidrelétricas passou a ser relevante na produção de energia brasileira, trazendo consigo um intenso crescimento econômico. Porém, a utilização de apenas uma fonte energética para todo o país tem trazido muitas adversidades para o contexto social, de um lado existe a dependência da matriz hidráulica, gerando grandes impactos nos setores ambientais e econômicos e, de outro lado, a falta de planejamento estratégico do governo federal no setor de energia, acarretando em prejuízos de grande escala.
Em princípio, a utilização, exclusivamente, das hidrelétricas como forma de obtenção de energia traz diversos problemas ambientais, pois o alagamento das áreas para a construção do sistema hidráulico afeta a fauna, flora e todo o meio ambiente que o circunda. Além disso, nas épocas de estiagem e seca, o país fica em total despreparo, devido ao não aproveitamento de outros meios energéticos, ocorrendo assim, o aumento dos riscos de apagões e de danos na seção econômica. De acordo com o Jornal “O Globo”, em 2013, 70% de toda a energia veio de hidrelétricas, Dessa forma, conclui-se que é de grande impacto negativo, em todas as relações, a utilização de uma única maneira de produção de eletricidade.
Ademais, a falta de ajuda governamental nos setores elétricos é de extrema preocupação, visto que o não investimento em estratégias propiciam o nascimento das crises hídricas e o sobrecarregamento das hidrelétricas, ocasionando o aumento da deteriorização econômica, dado que com a falta de planejamento, todas as áreas da sociedade são afetadas de forma direta. Consoante Heron do Carmo, professor da USP, em 2015, as contas de energia encareceram em quase 10%, podendo assim haver uma demosntração do quão necessário é a independência a cerca das diversas formas de obtenção de eletricidade para o controle da economia.
Portanto, a dependência da matriz hidráulica e a crise hídrica carecem de atenção e de maneiras de resolução, para isso, é necessário que o Ministério de Minas e Energia, criado em 22 de julho de 1960, no governo de Juscelino Kubitschek, desenvolva medidas que viabilizem a utilização de outras fontes de energia renovavéis, eólica e solar, por meio da implantação de estratégias voltadas à sustentabilidade e consumo consciente, a fim de não depender, exclusivamente, da energia hídrica, diminuindo assim, as chances de crises e promovendo o controle da degradação econômica. Outrossim, a Receita Federal deve investir uma maior parcela dos impostos arrecadados nas áreas de energia, financiando fontes de maior custo, porém de melhores benefícios, impulsionando o crescimento social e estabelecendo o controle de degradação ambiental.