A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 11/10/2021

Ao afirmar, em sua célebre canção “O tempo não para”, o grande poeta e compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a crise hídrica e seus impactos na geração de energia não é um evento raro. Desse modo, na contemporaneidade, as dificuldades ainda persistem, seja tanto pelo desmatamento desenfreado, mas também pela pouca utilização de outras fontes de energia.

Em primeira análise, vale ressaltar que o principal fator causador desta crise hídrica é o desmatamento descontrolado na Amazônia. De acordo com o professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Pedro Jacobi, o preço que se paga pelo desmatamento da Amazônia e a falta de chuvas que consequentemente afeta a geração de energia. Sendo assim, a desflorestação do território amazônico, causa várias mudanças no fluxo da chuva em todo o país.

Outrossim, destaca-se a escassa aplicação de outras fontes de energia como impulsionador do problema. Segundo a EPE (Empresa de pesquisa energética), as hidrelétricas são a principal fonte de geração do sistema elétrico brasileiro. Tal fato e tanto positivo, quanto negativo, uma vez que os reservatórios são dependentes da situação climática, que nesses últimos tempos vem sendo bastante afetada. Desarte, se mostra importante a utilização de fontes alternativas de geração de energia como a solar e a eólica.

Portanto, e necessário que medidas sejam tomadas para que a adversidade seja resolvida. Logo, e fundamental que o governo proíba o desmatamento no território amazônico, por meio de leis a serem elaboradas pelo poder legislativo, a fim de diminuir o impacto da crise hídrica na geração de energia. Além disso, é indispensável que a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), comece a incentivar o uso de outras formas de energia, com a finalidade de reduzir a dependência das hidrelétricas no Brasil.