A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 17/10/2021
Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso nos anos 2000, houve uma crise energética no país, devido à escassez de chuvas e à falta de planejamento do governo, que proporcionou um racionamento de energia em quase todo território nacional. Infelizmente, o atual cenário brasileiro converge com os anos 2000, pois é nítido que devido as secas em algumas regiões do Brasil, somado com problemas relacionados com a produção de energia elétrica o país caminha para o colapso. Nesse viés, é necessária uma discussão mais efetiva no que tange à negliglência estatal e populacional.
Cabe analisar, de início, que a atual crise hídrica que se assola no território nacional afeta diretamente no fornecimento de energia elétrica, tendo em vista que esta é a principal matriz energética do pais. Desse modo, é valido frisar que durante regime militar foram construídas as usinas de Itaipu e Tucurí, sendo estas as principais formas de geração de energia do Brasil, o que afeta no atual cenário, pois a falta de diversificação na matriz provoca uma grande dependência das hidrelétricas, que estão comprometidas devido às secas e ao período de estiagem que o país está vivendo.
Outrossim, vale destacar a obra do jornalista Gilberto Dimenstein “Cidadão de Papel” que afirma que a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso, é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para assegurar o art. 225 da Constituicão Cidadã, que afirma todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. Dessa maneira, é evidente que a realidade diverge da legislacão, pois a manutenção de práticas como desmatamento, desperdício de água na agropecuária e no uso doméstico colaboram para a crise hídrica e, consequentemente, na crise energética.
Portanto, medidas são fundamentais para mitigar o problema. Logo, cabe ao Governo diversificar a matriz energética brasileira, com intuituito de suavizar a atual crise. Para tanto, deve-se criar um projeto de lei que será enviado à Camara dos Deputados, que vise a criação de usinas eólicas e solares, pois são fontes de energia limpa e que não impactam negativamente o meio ambiente, a fim de diminuir a dependência da energia produzida pelas usinas hidrelétricas. Para isso, é necessário verbas oriundas dos cofres públicos para efetivar o projeto e construir as usinas de maneira eficiente. Dessa forma, a crise hidríca e os impactos no fornecimento de energia serão minimizados.