A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 18/10/2021
Durante a Ditadura Militar- governo instaurado após o golpe de 1964- ocorreu, no Brasil, a construção de diversas obras ‘‘faraônicas’’ e, dentre elas, usinas hidrelétricas, que representaram uma ampliação da matriz energética nacional. Porém, ao não diversificar as formas de produção de energia, os desafios para enfrentar a atual crise hídrica no País se tornam cada vez mais latentes. Assim, a problemática é perpetuada pelo intenso desmatamento da Floresta Amazônica, contribuindo para o fenômeno do aquecimento global e pela falta de políticas públicas que pluralizem a matriz energética no Brasil.
Nessa perspectiva, observa-se que o excessivo desmatamento da flora amazônica, realizado por grandes latifundiários, agrava os problemas ambientais. Além disso, tem como consequência direta o déficit de chuvas nas regiões sul e sudeste do país, onde se encontram substancial parcela das usinas hidrelétricas no Brasil. Desse modo, é notório que, o avanço cada vez mais expressivo da fronteira agrícola, agravará o quadro de crise hídrica no País. Então, enquanto o desmatamento da floresta não reduzir, o enfrentamento da crise não ocorrerá.
Ademais, ao investir ostensivamente em apenas uma fonte de produção energética, cria-se uma dependência e caso ocorra uma crise, é explícito que os problemas estatais serão agravados. Nesse viés, percebe-se que a falta de políticas públicas para promover múltiplas matrizes energéticas intensifica o problema da crise hídrica, além de contribuir para maiores danos ambientais do que as fontes eólicas e solares, por exemplo. Portanto, ao não ocorrer a diversificação e distribuição da matriz energética brasileira, a crise hidríca não será solucionada.
Diante dos argumentos supracitados, urge a necessidade de enfrentar a crise hídrica no Brasil. Para isso, o Ministério das Minas e Energia- responsável pela implantação de políticas públicas sobre fontes energéticas- deve, por meio de investimentos e concessões de empréstimos de juros baixos para empresas de engenharia elétrica, diversificar os modos de produção de energias renováveis, causando mínimo impacto ambiental. Tal ação tem como finalidade mitigar s problemáticas consequentes da crise hídrica. Assim, além de minimizar a deppendência em apenas uma fonte energética, o País utilizará fontes limpas e renováveis.