A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 20/10/2021

Nas primeiras civilizações orientais, os recursos hídricos eram importantes, pois a partir dele os indivíduos poderiam ficar no lugar ou não, processo conhecido como sedentarismo dos povos nômades. Em analogia, no Brasil a água tornou-se uma questão política e econômica ligado ao fornecimento de eletricidade. Esta situação é intensificada pela negligência estatal, como também pela falta de uso de fontes alternativas de produção.

Convém, a princípio, citar a função da intervenção da instituição governamental. Assim, para a pensadora Hannah Arendt, a essência dos direitos humanos é o direito a ter direito, nessa ótica, a Constituição de 1988, declara que todos os cidadãos brasileiros devem ter acesso a água como direito inalienável, só que a realidade destoa do papel, visto que segundo a Instituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável. Este dado demonstra a ineficiência do Estado na garantia de direitos e na perpetuação de crises hídricas.

Ademais , é válido ressaltar a escassez de recursos alternativos para a produção energética. Sob esse viés, a segunda revolução industrial trouxe como elemento vital a energia elétrica para o funcionamento das fábricas, das cidades e do cotidiano. Nesse sentido, nas terras do pau-brasil , a agência nacional de produção de energia elétrica afirma que aproximadamente 70 % da energia provém de hidrelétricas. Esse ambiente revela a irresponsabilidade de depender do regime hidrológico, devido ao local de significação de glória que é colocado a energia para a sociedade.

Portanto, diante do apresentado, é necessário intervir no problema. Desse modo, cabe ao Governo federal, junto ao Ministério de Minas e Energia, a criação de um projeto de implementação de placas solares na região central do Brasil, para aproveitar a incidência dos raios solares naquela latitude e de usinas eólicas na região nordeste, a fim de extrair o potencial das áreas de convergência dos ventos, por meios de verbas públicas. Tais implementações contribuíram no acesso de todos os brasileiros à energia elétrica, e no cumprimento da Constituição.