A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 25/10/2021
O Modernismo brasileiro foi um movimento de grandes transformações sociais, políticas e estéticas, o qual visava propor voz a todos segmentos populacionais. No entanto, hodiernamente, esse ideal é revogado na medida em os impactos sociais gerados pela crise hídrica são recorrentes no país. Nesse sentido, é necessário destacar duas vertentes que contribuem para a continuação desse problema: o desmatamento das florestas do país e a falta de diversificação de fontes de energia.
Em uma primeira análise, é primordial o aumento em cerca de 25% do desmatamento da Amazônia brasileira durante a pandemia, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Isso mostra o quão preocupante a situação do país em relação a preservação da floresta que é responsável pela retenção de um terço do gás carbônico produzido pelo mundo. Em virtude disso, é necessário conter esse desmatamento com a finalidade de diminuir as consequências provenientes do aquecimento global, como a redução dos rios voadores que abastecem as hidrelétricas.
Ademais, é fundamental apontar um estudo realizado pela Empresa de Pesquisa Elétrica (EPE), em que revela que cerca de 70% da energia produzida no país vem das usinas hidrelétricas. Esse cenário evidencia o quão dependente o Brasil é da energia proveniente das águas. Diante disso, é necessário que as empresas se unam para investir na diversificação das fontes de energias, a fim de evitar um colapso oriunda da crise hídrica e, por consequência, não afetar na qualidade de vida da população.
Depreende-se, portanto, a necessidade do Ministério de Minas e Energia, que é o responsável pela distribuição de energia elétrica, promover incentivos fiscais às empresas que investem em fontes energéticas sustentáveis. Para isso, é primordial que haja a criação de uma equipe responsável pela fiscalização dos planos de ação das empresas, a fim de assegurar a sustentabilidade dos projetos. Assim, o país promoverá um desenvolvimento da nação junto à preservação do meio ambiente, além de evitar uma futura crise.