A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 01/11/2021

A crise energética nacional deve-se, essencialmente, à dinâmica do modal energético hegemônico no país. Visto que, seu desempenho é pautado, substancialmente, no regime de chuvas. Posto isso, a diminuição de sua incidência causada, sobretudo, por fatores climáticos e ambientais impacta de forma direta a geração de energia.

Em primeiro lugar, a queda na incidência de chuvas na região Centro-Sul do Brasil deve-se à fatores climáticos. O primeiro é a ‘‘La Ninã", um fenômeno natural que esfria a temperatura dos oceanos originando ventos que impedem a chegada de massas úmidas provenientes da Amazônia- os chamados “rios voadores”. Aliado a isso, o desmatamento na Amazônia, que cresceu mais de 30% nos últimos dois anos, segundo dados do Instituto Amazon. Desse modo, reduzindo a umidade da região e, por consequência, as chuvas trazidas devido o processo de evapotranspiração- processo de transferência de água para atmosfera pelo solo e, principalmente, pela vegetação.

Ademais, o modal energético preponderante no país é proveniente das usinas hidreléticas. A ausência de uma diversidade de fontes de energia resulta na dependência do regime de chuvas. Que, por sua vez, quando possui alguma interferência, seja ambiental ou climática, incorre em crises. Somado a isso, o governo federal é obrigado a recorrer à soluções mais poluentes e mais caras como, por exemplo, as termoelétricas. Ou seja, a energia derivada da queima de combustíveis fósseis que poluem o ar e geram aumento nas contas de luz, por serem mais caras.

Por fim, faz-se evidente que a crise energética no país deve-se a dependência de um modal energético que relaciona-se com a incidência de chuvas. Por isso, torna-se crucial o fomento de outros modelos de fonte de energia que sejam, sobretudo, independentes do regime pluviométrico. Como, por exemplo, usinas nucleares e energia eólica. Essa inciativa pode partir do Ministério da Infraestrututa por meio de concessões ao setor privado. Diminuindo, assim, as crises recorrentes no país.