A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 14/11/2021
Os fenomênos El Ninô e El Ninã são responsáveis pela mudança nas massas de ar na região do Pacífico, com a capacidade de resultar em longos períodos de estiagem por algumas regiões. De forma análoga, no Brasil, esses fenomênos climáticos causam, junto ao desmatamento, impactos na matriz energética brasileira, resultando em uma crise hídrica nacional. Logo, faz-se necessário analisar esses problemas, buscando alternativas para sua resolução.
Diante desse cenário, vale a pena citar a instabilidade da matriz energética brasileira. Dados da ABSolar, revelaram que 70% de toda a energia produzida no Brasil vem por meio de hidrelétricas. Entretanto, o país perdeu mais de 16% de toda a superfície de água nos últimos 30 anos. Isso ocorre por um desmatamento em massa, como por exemplo, em reigões amazônicas, local em que estão presentes os maiores rios do mundo, além de fenômenos naturais como El Ninõ, que provocam a estiagem principalmente em regiões próximas à Linha do Equador. Sendo assim, torna-se visível a necessidade de medidas para minimizar e contornar esse problema.
Sob essa óptica, é necessário propor alternativas para que a crise hídrica brasileira seja minimazada. A revista O Globo, divulgou dados mostrando que apesar do Brasil ter uma extensa área e uma incidência solar alta em praticamente todo o ano, a produção de energia solar corresponde à apenas 2% do total produzido no país, junto ao fato da energia eólica, representar apenas 10%. Dessa forma, é inadmissível que uma estrutura energética tão promissora seja tão pouco explorada pelas empresas privadas e pelo próprio governo, que passam a depender quase que exclusivamente da energia gerada pelas represas, que vem demonstrando forte instabilidade ao decorrer dos anos.
Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, responsável pela estruturação e combate a problemas ambientais no país, deve, em conjunto com empreas privadas, ampliar fontes de energias alternativas, como a solar ou eólica, instalando cada vez mais polos energéticos em regiões com condições privilegiadas para seu melhor funcionamento, a fim de não depender mais apenas das represas, e propor caminhos para diversificação energética no Brasil. Espera-se assim, que fenõmenos como EL Ninõ não sejam por si só, capazes de gerar tanto estrago no sistema brasileiro.