A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 10/11/2021

Consoante ao fundador do Greenpeace, Paul Watson, “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o ambiente”. Entretanto, percebe-se que, na realidade brasileira atual, não há cumprimento dessa afirmação, principalmente no que diz respeito a utilização da água e os impactos gerados pela crise hídrica na geração de energia. Isso acontece devido ao modelo socioeconômico capitalista, como também pelo mau uso de recursos naturais estimulado pela invisibilidade do problema ao olhar do Estado.

Nessa perspectiva, abordagem da lógica referente à crise hídrica brasileira, é válido ressaltar a influência do sistema capitalista sobre a utilização de recursos naturais. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA) o Brasil foi da abundância a escassez entre 2009 e 2007 e, como áreas que mais são prejudicadas pela falta de água são aquelas que possuem um menor aporte econômico em relação às demais regiões nacionais. Nesse âmbito, o modelo socioeconômico está diretamente vinculado a geração de lucros em contrapartida ao melhor uso dos recursos em áreas economicamente prejudicadas, uma vez que a quantidade de água está concentrada naqueles estados mais desenvolvidos, configurando um cenário de desigualdade sofrendo dessa forma diretamente os malefícios da crise. Sendo assim, é evidente que uma desigualdade criada pelo modelo é negligenciada pelo Estado.

Paralelamente, cabe saliente também o aspecto supracitado quanto à omissão estatal nesse caso. No reservatório ’’ Cantareira ‘’, em São Paulo encontra-se com baixos índices de água, por conseqüência como taxas são altas nas contas de energia para continuação do processo nas hidrelétricas com tão pouca água. Dessa forma, o Estado não prováveis ​​soluções para a problemática, tornando se ineficiente.

Portanto, percebe-se que o debate acerca da crise hídrica no Brasil é imprescindível para a construção de uma sociedade mais desenvolvida. Nessa lógica, é dever do Governo Federal formular um órgão público que tenha como objetivo o aprimoramento dos sistemas de captação hídrica, por meio de algoritmos com base na relação de condições financeiras e a quantidade de água de cada lugar.