A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 09/11/2021

Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado, os obstáculos que o ser humano enfrenta em sua jornada. Analogicamente, a escassez de água é um contratempo para o Brasil, já que 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável. Logo, faz-se urgente analisar essa problemática, cujas principais causas são: A desigualdade social, pobreza, crescimento populacional e urbanização.

Em uma primeira análise, é importante revisar os motivos que leva a escassez da água. A falta de manejo adequado e uso sustentável dos recursos naturais faz com que ocorra diversos problemas, tais como a crise hídrica, que uma grande parte da população enfrenta. Para ilustrar de maneira clara a problemática, regiões da Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte sofrem com riscos extremamente altos, afirma o ranking do Aqueduct. Mesmo o Brasil sendo o país com maior quantidade de água per capita do mundo, a sua quantidade é muito má distribuída, dando existência assim, a desigualdade e crises entre os estados.

Por conseguinte, deve ser notado que a crise hídrica pode afetar diretamente a economia. À ausência desse recurso pode atrasar produções nas grandes usinas hidrelétrica, pode também retardar à geração de energia, sendo assim, ocorrerá o aumento da inflação e do preço final do consumidor. Sem contar que pessoas podem perder empregos por falta de trabalho, quando não se tem esse fluido em abundância para manusear. Deve ser considerado também outro fator que contribui para a crise: o desperdício de água. Uma vez que se gasta muito desordenadamente, e acaba por se tornar um obstáculo para a solução do problema.

Enfim, a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), deve fazer planejamento para que haja uma boa distribuição de água para os estados, deve fazer isso juntamente com o governo, ajustando orçamentos e traçando novas táticas para que tenha água em todo lugar do país. À intervenção desse órgão deve ser de modo geral em todo país, para que não falte esse recurso em nenhum local, com a principal finalidade de acabar de uma vez por todas a escassez de água. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de palestras, promover um alerta sobre o desperdício nas escolas.