A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 10/11/2021

Ao longo dos séculos, a energia elétrica, assim como a água, se tornou um elemento fundamental à vida humana. Por conta da geração de energia no Brasil ser realizada majoritariamente  por usinas hidrelétricas, a atual crise hídrica do país evidenciou a dependência de um recurso para com o outro, os quais podem provocar sérios problemas sociais quando estão em falta. Em vista disso, é perceptível que medidas precisam ser tomadas para a superação desse obstáculo.

De início, é importante citar que embora seja uma fonte renovável, as usinas hidrelétricas terem a água como base de seu funcionamento é algo preocupante. Com a crise hídrica se tornando cada vez mais presente, o fato de serem responsáveis pela geração de 90% da energia elétrica da nação passou a ser motivo de preocupação, de modo que os baixos índices pluviométricos, o desperdício de água e o aumento de seu consumo, decorrente do crescimento populacional, diminuem o volume disponível para essa produção. A estratégia das autoridades em investir demasiadamente em apenas um estilo de obtenção de energia é questionável, levando em consideração a existência de formas alternativas que utilizam outras fontes. Dito isso, faz-se notório que concentrar um recurso tão essencial em um único fornecedor não é adequado.

Além disso, vale citar que com a ausência de água e, consequentemente, de eletricidade, inúmeros malefícios podem ser vivenciados pela população. É possível observar essa afirmativa no contexto do apagão ocorrido no Amapá, em 2020, quando transformadores explodiram e deixaram o estado no escuro por 21 dias. Nessa situação, os habitantes da região sofreram, principalmente, com o fornecimento de alimentos, visto que era certa a falta de uma geladeira ou de qualquer outra forma de preservar o que conseguiam. É evidente que a energia é um recurso essencial, que sua falta prejudica a sociedade e que, diante do atual contexto, a água não pode continuar sendo necessária para sua aquisição. Sendo assim, fica claro que é preciso mudar a forma com a qual se lida com a crise hídrica na esfera elétrica.

Assim, faz-se entendível que essa problemática deve ser cessada. Ao Governo, em parceria com a Agência Nacional de Energia Elétrica, cabe a reformulação da distribuição de fontes de energia no país, de modo que aumentem os investimentos em outros modos que independem da água, construindo mais usinas eólicas e instalando placas solares por todo o território, a fim de que a questão da falta d’água deixe de interferir no cenário da energia.