A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 11/11/2021
Para o filósofo Aristóteles, as associações humanas tem como fim o bem maior dos participantes. Sob essa óptica, o Estado brasileiro está a falhar em seu objetivo, uma vez que ele não está a amenizar de forma adequada os impactos da crise hídrica na geração nacional de energia - a qual é um recurso vital para o estilo de vida moderno. Assim, é evidente que tal problemática é causada tanto pela dependência do Brasil das usinas hidrelétricas quanto pela alienação da população sobre esse tema.
Nesse contexto, segundo o economista Ludwig Von Mises, um mercado com menos liberdade tende a atender as necessidades da população com menos eficiência. Nesse sentido, no Brasil, o grande número de regulamentaçãos sobre a produção de energia dificulta o investimento de capital privado nesse mercado. Por conseguinte, o país acaba por ficar refém das usinas elétricas já existentes, as quais - em sua maioria - são hidréletricas e ,consequentemente , dependentes de um constante regime pluvial para seu funcionamento. Desse modo, ao ocorrer uma crise hídrica, esses meios de produção de energia acabam por perder eficiência e ,graças a isso , impactam negativamente a geração de energia do país.
Ademais, a filósofa Hanna Arendt ,em a “A Banalidade do Mal” , reflete sobre como a massificação da população forma indivíduos que aceitam as injustiças sociais, uma vez que as pessoas tornam-se incapazes de fazer julgamentos morais adequados. Sob essa visão, a aceitação dos cidadãos brasileiros quanto a situação atual matriz energética nacional, a qual tem forte depedência do regime pluvial constante, tem como consequência a ausência de movimentos políticos que lutem por fontes de energia alternativas - como a nuclear. Dessa forma, enquanto população estiver alienada sobre a necessidade do desenvolvimento de uma matriz energética mais diversa, é evidente que a geração de energia brasileira continuará a ser impactada pelas crises hídricas.
Em suma, no intuito de buscar um maior investimento público e privado em novas fontes de energia sustentáveis - como a nuclear, eólica e solar - e ,consequentemente , tornar o Brasil menos dependente das usinas hidréletricas, cabe ao Ministério da Educação ,em conjunto de veículos de mídia populares , informar a população sobre a atual situação da matriz energética do país. Isso pode ser feito por meio de vídeos educacionais - os quais podem ser publicados nas redes sociais do Estado e nos canais de televisão. Então ,por intermédio dessa ação , os cidadãos não estarão mais alienados sobre esse assunto e ,devido a isso, movimentaram-se para que o governo brasileiro invista na produção diversificada de energia.