A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 12/11/2021

O Brasil é reconhecido mundialmente pelo seu alto potencial hídrico. Em virtude dessa vantagem geográfica, os governantes do país fizeram importantes hidrelétricas, como a Itaipu Binacional, Belo Monte e Tucuruí. Embora tenha sido uma estratégia eficiente durante vários anos, atualmente, por consequências das mudanças climáticas, geograficamente, explicadas pela intensificação do aquecimento global, é evidente a crise hídrica que os brasileiros vêm enfrentando. Assim, observa-se que essa crise é advinda do intenso processo de desmatamento e, que suas conseguências estão associadas ao aumento do preço da energia e as menores expectativas de progresso.

Nessa conjuntura, essa realidade preocupante em que o país se encontra é justificada pelo regime das chuvas. Nesse contexto, a partir de 2019, após o governo tomar uma postura negligente acerca do controle sob o agronegócio e ignorar as explorações ilegais ocorridas em território brasileiro, percebe-se que houve um volume recorde de perda de vegetação. De acordo com o jornal CNN, em 2021, a Amazônia Legal registra pior acúmulo de desmatamento em 5 anos. A partir disso, sabe-se que a evapotranspiração, fenômeno que possui grande relação com a precipitação local, é inversamente proporcional à ocorrência de chuvas e diretamente proporcional ao volume de vegetação. Ou seja, quanto maior o desmatamento, menor será a ocorrência de precipitações.

Ademais, por consequência, observa-se o grande aumento no preço da energia elétrica no Brasil, uma vez que ele alcançou um acúmulo de 24,97% em 2021, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa realidade impacta, principalmente, os mais pobres, que possuem uma capacidade menor de absorver esses choques, uma vez que os mais ricos podem, por exemplo, deixar de comprar bens supérfluos ou reduzir o valor poupado todo mês para arcar com custos elevados. Nesse sentido, isso significa um retrocesso em relação às conquistas que o governo teve nos últimos anos, já que houve uma grande redução da pobreza durante o governo do Partido dos Trabalhadores. Sendo assim, o Brasil regride em questão da desigualdade social e novos obstáculos são acrescentados para que a nação possa progredir socioeconomicamente.

Portanto, para que o país se recupere da crise hídrica atual, cabe ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com as organizações não governamentais, como o Greenpeace Brasil e o Instituto Socioambiental (ISA), promoverem ações de defesa e reflorestamento da áreas desmatadas, por meio das plantações de vegetações adequadas para esses locais e a proteção da polícia ambiental contra exploradores. Essas medidas tem como finalidade diminuir o preço da energia e aumentar o volume vegetativo, que, por conseguinte, intensifica a ação do fenômeno de evapotranspiração.