A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 16/11/2021

Atualmente, tem-se discutido muito a respeito da crise hídrica brasileira e seus impactos no âmbito energético, devido a água ser a principal fonte de energia limpa na produção de energia nas grandes hidrelétricas pelo país, porém a falta de medidas governamentais para a manutenção deste meio no que diz respeito à manutenção ecológica faz com que este seja um problema a ser debatido. Desse modo, fatos devem ser analisados e questões devem ser tomadas, a fim de mitigar essa nociva situação.

É importante pontuar, de início, que o aumento drástico do desmatamento no país é um dos quesitos que mais faz com que se agrave a crise hídrica, principalmente na região da Amazônia, em que esta manda os chamados “rios voadores” para diversas regiões do país, como ao sudeste, gerando a chuva. Tal fato vem se agravando devido à falta de medidas governamentais que puna e fiscalize de forma rigorosa a retirada ilegal da vegetação. De acordo com o site G1, a Amazônia perdeu quase 11.000 quilômetros quadrados de área vegetal, 57% a mais que na medição anterior em 2020. Com isso, verifica-se que a falta de medidas de combate ao desmatamento ilegal faz com que este empecilho se agrave ainda mais.

Paralelamente ao descaso governamental, a escassez de água em grande parte do ano interfere de forma negativa inúmeras áreas, dentre elas a parte de produção de energia no país, em que 70% da energia do país é gerada pelas hidrelétricas, acarretando um aumento significativo na conta de energia da população. Prova disso é bandeira tarifária criada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), em que no período de escassez, o valor da conta será duplicado, devido uma grande parte da produção de energia que era das hidrelétricas ser transferida para as termoelétricas, que são de alto custo. Logo, é nítido os impactos econômicos acarretados pela seca excessiva no Brasil.

Portanto, percebe-se que a crise hídrica e seus impactos na geração de energia continua a ser um sério problema e que medidas devem ser tomadas para a resolução deste. Com isso, o Ministério do Meio Ambiente deve intervir, criando órgãos de fiscalização no combate ao desmatamento ilegal para manter uma estabilidade na quantidade anual de chuva e juntamente com o Ministério de Minas e Energia, propor o investimento em energias mais acessíveis economicamente para serem utilizadas na produção de energia em períodos com pluviosidades abaixo, com o intuito de diminuir os impactos gerados nesse período para a população.