A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 18/11/2021
A obra cinematográfica “Wall-E”, produzida pela Pixar, narra a história de um robô que, após a humanidade destruir todos os recursos naturais da Terra e mudar-se para uma nave espacial, permanece no planeta compactando todos os resíduos deixados. Em analogia com a realidade contemporânea, percebe-se que, como no filme, a sociedade promove o mau gerenciamento da natureza, acarretando na crise hídrica, problemática que impacta diretamente na geração de energia e no meio ambiente.
Diante desse cenário, é notória a ineficácia legislativa no Brasil. Nessa perspectiva, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, “os direitos constitucionais residem tão somente na teoria”. Seguindo esse pensamento, mesmo que o ambiente ecologicamente equilibrado seja um direito civil, não está sendo executado na prática. De acordo com dados do IBGE, o desmatamento da Amazônia está aumentando exponencialmente e interferindo diretamente no ciclo da água, o que desregula as chuvas por todo o país. Com isso, a oferta de energia das hidrelétricas diminui, encarecendo seu preço e tornando a eletricidade um privilégio.
Outrossim, observa-se a intensificação da emissão de gases estufa. Nesse horizonte, o déficit de abastecimento elétrico das hidrelétricas é superado pelo aumento da utilização das termelétricas. Sendo assim, ao utilizar a queima de combustíveis fósseis para geração de eletricidade há a alta a taxa de liberação de dióxido de carbono, produto dessa combustão. Assim, resulta no aumento da temperatura terrestre, ocasionando o derretimento das geleiras e, consequentemente, a inundação de áreas litorâneas. Desta forma, ferindo, novamente, os direitos civis da população.
Urge, portanto, a necessidade de intervenções para diminuição desses empecilhos. Logo, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente - órgão de fiscalização e regulamentação ambiental -, a criação de parques eólicos, por meio de verbas públicas, para que ocorra a troca de fontes não renováveis de energia para renováveis, a fim de minimizar os impactos ambientais e a dependência social das hidrelétricas. Então, espera-se que, futuramente, a sociedade se apresente diferente da do filme “Wall-E”, sendo mais justa, livre, ecológica e igualitária.