A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 19/11/2021
Nos últimos anos, observa-se uma grande diversidade nos modos de obtenção de energia, principalmente, com ascensão da energia solar. Embora haja outras alternativas, ainda evidencia-se uma grande dependência da matriz energética brasileira para com a energia hidrelétrica, resultante do regime pluviométrico do país, que é suscetível a crises. Para a resolução da problemática, motivada pela obsolescência e ausência de investimentos suficientes no setor, medidas devem ser tomadas.
Primeiramente, percebe-se que com o avanço tecnológico, diversas nações buscam depender cada vez menos dos fatores climáticos para gerar eletricidade. Entretanto, o Brasil apresenta condições geográficas benignas para a geração eólica, maremotriz e solar, visto que localiza-se na zona tropical do planeta, onde o sol incide da mesma forma o ano todo e, um litoral extenso, que permite a formação de ventos. Assim, verifica-se a existência de um sistema obsoleto, uma vez que esse potencial energético limpo e renovável, ou seja, não afeta o meio ambiente, não é utilizado de forma eficiente.
Ademais, a concentração da geração no setor hídrico é algo recorrente mesmo apresentando diversas instabilidades, como a atual e a ocorrida na “crise do apagão”, em 2001. O investimento em outros meios ocorreu depois da crise no começo deste século, porém não foi o suficiente para conseguir a independência e reformulação na organização, o que representa uma mudança mínima após duas décadas.
Em resumo, cabe ao Ministério de Minas e Energia, junto ao governo federal, criar uma nova matriz de energia para a nação. Isso deve ocorrer por meio de um plano que contemple diferentes modos de obtenção a fim de evitar possíveis crises. Também, se faz necessário o investimento do governo em pesquisa nas universidades ou em outras instituições com a finalidade de melhorar a eficiência energética brasileira. Dessa forma forma será possível evitar novos períodos de recessão.