A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 20/11/2021

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na comunidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, haja vista a presença da crise hídrica brasileira e os seus impactos na geração de energia. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos efeitos danosos na economia brasileira, quanto pelos danos no meio ambiente. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

É importante pontuar, de início, que as crises hídricas estão profundamente relacionadas com o aumento no custo de vida da população brasileira, como também danificam o cenário econômico da nação. Nesse contexto, pode-se observar o “Apagão de 2001”, um período temporal da maior crise energética do Brasil, na qual justifica-se por um período marcado pela escassez de chuva e da grande dependência das fontes hidráulicas na produção de energia, assim como pela ausência de políticas públicas em recursos energéticos. Assim, verifica-se a sua superação mediante a adoção de medidas extremas de consumo de energia, como a diminuição da iluminação pública, proibição de eventos noturnos e aumento das tarifas de energia. Dessa maneira, observa-se um panorama de uma economia afetada e a presença da inflação.

Cabe ressaltar também que devido à falta de chuvas e a queda dos reservatórios, as usinas termelétricas passaram a ser acionadas desde o fim de 2012 para evitar a falta de fornecimento no país. Contundo, estas usinas necessitam de preços exorbitantes para suprir sua demanda energética, bem como geram maior impacto sobre o meio ambiente, devido à combustão de gases e óleos, que liberam quantidades excessivas de gás carbônico na atmosfera, o que contribui para o agravamento do aquecimento global. Além disso, as termelétricas utilizam enormes volumes de água para refrigeração, o que as tornam como um principal fator para a decadência acentuada da água no Brasil.

Logo, medidas exequíveis são necessárias para a resolução da crise hídrica brasileira e os seus impactos na geração de energia. Portanto, o Ministério da Educação deve promover palestras e debates com os pais, os jovens e o corpo docente das instituições escolares, com uma didática eficaz e adequada a cada faixa etária, as quais orientarão acerca desse imbróglio e os seus efeitos na sociedade, como também sobre a importância de regulamentar o uso das fontes hídricas, para que não haja prejuízos no sistema energético e consequentemente, alterações no sistema econômico do Brasil. Tudo isso resulta em um ambiente favorável a convivência harmoniosa entre o homem e a natureza, sem complicações nos recursos naturais que o meio ambiente dispõe.