A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 01/03/2022

De 1877 à 1879, ocorreu no Nordeste brasileiro o maior e mais intenso período de estiagem, e teve como consequências devastadoras a morte de mais de 200 mil pessoas e danos imensos à agricultura e, por conseguinte, a todos os outros setores. Atualmente, depende-se da água também para geração de energia, por conta da grande presença das usinas hidrelétricas na matriz energética. Portanto, percebe-se que a crise hídrica atual tem potencial de danos exponencialmente maiores, podendo ser evitada com planos alternativos e sustentáveis.

Introdutoriamente, sabe-se da fragilidade de sistemas que dependem de circunstâncias ambientais, como as variações bruscas nos índices de pluviosidade e eventuais acidentes. Percebe-se, então, que o cenário de dependência bilateral entre as fontes de água e o fornecimento de energia elétrica é insustentável a longo prazo. Apagões como o que ocorreu no Amapá em novembro de 2020, demonstram essa inacessibilidade de muitas regiões do Brasil a um sistema que garanta energia elétrica para a população, possuindo um plano alternativo para emergências.

Desse modo, é importante salientar o conhecimento que existe acerca dessas alternativas. Sendo grandes nomes sustentáveis do século XXI, as fontes de energia solar e eólica têm sido cada vez mais procuradas entre os brasileiros, pois as desvantagens econômicas diminuem a cada avanço tecnológico. Evita-se, assim, reações em cadeia como as causadas pela devastação de regiões para represamento, ou por fenômenos climatológicos como “La Niña” ou “El Niño” (responsável, em grande parte, pela seca de 1877).

Visto tudo isso, é necessário que o governo, nas esferas municipal, estadual e federal, invista em pesquisa de desenvolvimento de energia sustentável, e também nas empresas do ramo, por meio de leis de incentivo e políticas públicas. Feito o investimento científico, será possível não apenas entender e viabilizar mais rapidamente esses meios, como também prever e estudar melhor impactos de futuros problemas com os quais seja necessário lidar, amenizando seus danos à sociedade e buscando novas soluções que os tornem menos frequentes.