A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 24/07/2022
A obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, em que o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade do Brasil oposiciona-se às ideias de More, uma vez que as questões hídricas impactam diretamente na produção de energia. Esse cenário entrópico se deve tanto pelo descaso humano com a natureza quanto pela falta de investimentos do governo em outros meios energéticos, independentes de água. Assim, torna-se essencial a busca por caminhos a fim de mitigar essa realidade.
Primeiramente, o descaso humano com a preservação dos recursos naturais gera, em um efeito cascata, consequências à geração de energia. É certo que as crises hídricas são fenômenos causados, majoritariamente, pela ação antrópica, como o uso excessivo de água doce, a construção de barragens que inviabilizam o curso natural das águas fluviais e a mudança nas precipitações graças ao aquecimento global, advindo dos maquinários do homem moderno. Como resultado dessa falta de água, causada pelas ações humanas, o principal meio brasileiro de obtenção de energia, as hidreléticas, são prejudicadas, visto que estas precisam do bom funcionamento dos rios para produzirem energia. Dessa forma, caso não haja uma conscientização coletiva, os efeitos negativos permanecerão.
Ademais, a falha administrativa do Governo agrava ainda mais a situação. Segundo o filósofo Aristóteles, o bem-comum da população é responsabilidade do Estado. Nesse sentido, os problemas para a geração de energia, que atingem a população negativamente, demonstram uma ineficiência na ação estatal, uma vez que medidas como o investimento em outras formas de obtenção de energia, independente de água, não são providenciadas.
Visto isso, nota-se a necessidade de mudanças. Portanto, cabe à sociedade, composição de todos os indivíduos sociais, buscar a conscientização, por meio do reconhecimento de sua culpa pelo cenário atual, para que a questão causada pela associação água-energia seja combatida. O Estado deve, ainda, melhorar a administração, diversificando os meios de obtenção de energia, para cumprir seu papel social. Com isso, as crises hídricas e energéticas serão solucionadas e as ideias de More estarão mais próximas de serem concretizadas.