A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 02/08/2022

A água é essencial para a vida, mas, historicamente, tornou-se de extrema impor- tância para a manutenção da economia e para geração de energia. Isto se nota até os dias atuais, em razão de cerca de 90% da geração de eletricidade no mundo de- pender da água, segundo relatório da ONU. Porém, essa dependência vêm acarre- tando prejuízos em paises como o Brasil, emerso em uma crise hídrica que impacta a produção de energia no país. Sendo assim, é necessário não só diminuir os im -pactos da crise hídrica, como também, a dependência em relação.

De início, deve-se destacar que, embora tenham surgido diversas fontes alternati- vas de energia - muitas que não dependem da água -, muitos países continuam presos ás fontes convencionais. Isto está em discordância com o fato de que desde a 1°Revolução Industrial, o ser humano vêm desenvolvendo tecnologias que objeti- vam melhorar e dar eficiência aos projetos. Infelizmente, a dependência em relação á água se manteve presente apesar das inovações promovidas na área da geração de energia, levando á enormes prejuízos em economias que passam por situações de crise hídrica em seus períodos de estiagem e seca. Dessa forma, é preciso au-

mentar a implantação de fontes alternativas e diminuir a dependência á água.

No contexto atual, como ainda não é possível para muitos países escapar dessa dependência em relação á água, é fundamental que eles se preparem para episó -dios de crise. Sob essa óptica, o corpo social deve exigir que os órgãos administrati- vos estatais promovam essa preparação, como defendeu o filósofo Henry Thoure- au em sua obra “A desobediência civil” ao ressaltar a nessecidade de pressionar o Estado quando necessário. Se assim for feito, os impactos sobre a geração de ener- gia serão menores e a economia não será tão prejudicada.

Em suma, fica evidente a relação entre a crise hídrica e a geração de energia. Por- tanto, é função do Estado investir na implantação de fontes alternativas - como a e- ólica, solar e geotérmica - e nos estudos sobre a superação da dependência da á -gua, por meio de orçamentos públicos, a fim de que a crise hídrica não impacte na geração de energia. Ademais, é papel da população pressionar o Estado realizar essas ações e preparar-se para futuras crises - criando reservas de água da chuva, por exemplo. Assim, constituir-se-á um país independente e desenvolvido.