A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 02/08/2022
O território brasileiro, marcado pela presença de rios de planalto, põe em evidência o alto potencial hidrelétrico de abastecimento e geração de energia no país, que segundo dados do site Portal Solar, apresenta mais de dois terços da sua energia sendo gerada nas usinas hidrelétricas. Por esse motivo, e devido à reincidência da crise hídrica, cabe uma discussão acerca da importância dos recursos hídricos na gestão energética brasileira e maneiras de solucionar os impactos causados pela escassez da água.
Nesse contexto, cabe mencionar a obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, na qual os personagens principais são retratados de forma a denunciar a condição dos retirantes nordestinos que vivenciam a seca. Tendo isso em vista, é possível observar a relação direta da falta de recursos naturais com a degradação humana e miséria, ressaltada na prática do êxodo rural. Assim, há o abandono do meio urbano capitalista e a passagem para um estado de sobrevivência e busca pela esperança de melhores condições, diminuindo o contingente citadino, o que afeta profundamente o desempenho econômico geral da nação.
Concomitantemente, a alta dependência do uso de hidrelétricas leva à imposição de um limite de produção energética quando há a ocorrência de crises hídricas, já que aquela depende desta para ser efetivada. Dessa maneira, observa-se que não há, em escala grande suficiente para suprir a demanda nacional, a existência de outras fontes de energia renovável para conter épocas de apuro de chuvas ou estiagem.
Em síntese, é imprescindível a busca por soluções para esse impasse, que se prolongado pode afetar o ambiente e agravar a falta de água no país. Desse modo, faz-se essencial que o Estado, atrelado ao Ministério do Meio Ambiente, realize por meio de verbas, a conscientização das empresas fornecedoras de energia e o incentivo à migração para fontes renováveis menos impactantes, para que haja um aumento da variedade produtiva, com o intuito de diminuir a carga imposta às usinas hidrelétricas. Somente assim, haverá a possibilidade de enfrentamento da questão hídrica e do suprimento eficiente da demanda de energia elétrica.