A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 29/09/2022
Segundo o Conselho Mundial da Água (CMA), o problema não está na pouca disponibilidade de água para satisfazer as necessidades da sociedade, mas sim na má administração desse recurso. Sob essa ótica, o Brasil é um país propenso a passar por períodos de crise hídrica, podendo não está preparado o suficiente para isso. Esse cenário ocorre não só devido ao gerenciamento inadequado da água, mas também em função da negligência do Governo. Acerca disso, cabe uma discussão para que se possa entender os impactos advindos desse despreparo.
Em primeira análise, é importante frisar o que o desperdício do solvente universal pode acarretar para o Estado. Nesse sentido, de acordo com o Instituto Trata Brasil, menos de 51% dos domicílios brasileiros possuem acesso ao tratamento de esgoto. Dessa forma, o efluente que poderia voltar a ser potável é descartado em corpos hídricos sem o devido preparo, poluindo os canais de água e tornando o processo de captação do líquido mais complexo e caro. Verifica-se, então, um descaso no controle da conservação da água na Pátria Amada.
Paralelo a isso, vale citar a negligência que as autoridades máximas possuem perante adversidades no cenário da falta de água. Nesse viés, em 2001 - durante a governança de Fernando Henrique Cardoso - ocorreu um grande apagão em consequência de um período de forte estiagem. No entanto, não houve um preparo efetivo para lidar com tal crise, sendo necessário o racionamento de energia e água durante nove meses. Desse modo, fica perceptível a ausência de atenção que os governos creditam as dificuldades hídricas, ficando suscetíveis à fortes impactos sociais.
Depreende-se, portanto, que a água e a geração de energia trabalham em simultaneidade, podendo uma gerar impactos a outra. Com o intuito de amenizar essa problemática, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pelas estratégias para recuperação e manutenção da natureza - desenvolva um plano de monitoramento para corpos hídricos, por meio de estudos prévios de impactos durante alertas de diminuição da água dos reservatórios, a fim de garantir que haja uma resposta rápida ao início da crise. Assim, tornar-se-á a afirmação do CMA obsoleta para o contexto brasileiro.