A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 18/07/2023

O tema da sustentabilidade na geração de energia está em voga desde que as sociedades passaram a depender da luz, no final do século XIX. Nesse contexto, segundo matéria do Globo, a maior parte - 70% - da matriz energética brasileira depende das usinas hidrelétricas. Diante disso, observam-se duas questões quanto à essa matriz: causa grandes impactos ambientais e gera insegurança energética em períodos de estiagem prolongada.

Graciliano Ramos, em sua obra “Os Sertões”, destaca a topografia desértica e os conflitos humanos daí decorrentes. Nesse contexto, diversas publicações científi-cas, inclusive publicadas na revista Nature, destacam que as hidrelétricas não emi-tem carbono na geração de energia, mas possuem grande impacto ambiental ao a-lagar áreas e represar rios. Dessa forma, grandes planícies verdes podem se tornar desérticas em razão do excesso de hidrelétricas, causando inúmeros impactos am-bientais e sociais, além de diminuir a quantidade de água nos reservatórios.

Assim, a mudança do microclima da região é consequência da construção exa-gerada de hidreléticas. Consequentemente, menor volume de água é registrado nos reservatórios, o que prejudica a produção de energia. Nesse sentido, segundo reportagem do G1, gera-se grande insegurança energética em períodos de seca, obrigando os operadores das redes elétricas a ativar as usinas termelétricas, que emitem muito carbono em de-corrência da utilização de carvão. Outrossim, esses fatos podem gerar incerteza quanto ao preço da energia, encarecendo produtos e serviços que dependam de energia para funcionar.

Portanto, é certo que a matriz energética brasileira depende muito das usinas hidrelétricas, fonte incerta e com impactos ambientais. Nesse contexto, deve-se di-versificar a matriz energética. Isso pode ser feito pelo do Ministério de Minas e E-nergia, através de pacotes de investimento em fontes renováveis e de baixo impacto ambiental, como eólica, solar. O governo pode investir diretamente ou lici-tar concessões a particu-lares que operarão sob a coordenação do Ministério su-pracitado. Assim, essas ações tornarão a matriz energética brasileira verdadeira-mente sustentável e confiável, diminuindo custos e incertezas ao setor produtivo.