A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 16/09/2023
Em 2014, ocorreu uma grave crise hídrica no estado de São Paulo, em que a diminuição drástica do reservatório Cantareira ocorreu devido ao longo período de estiagem e à má administração dos recursos hídricos. Nessa perspectiva, a crise hídrica prejudicou o abastecimento de reservatórios e usinas de geração de energia, gerando graves problemas para a população. Portanto, urge um debate sobre meios de evitar esse quadro.
Primeiramente, vale destacar a estreita relação entre o desmatamento e a baixa pluviosidade. A derrubada de árvores na região Amazônica acaba com o armazenamento e a transpiração de folhas, de modo que o volume de água devolvido à atmosfera diminui. Assim, prejudica todo o processo de chuvas da região Sudeste, que é intimamente relacionado ao regime pluviométrico da Floresta Amazônica pelos “rios voadores” que levam a umidade dessa região para o Sudeste. Desse modo, o desmatamento por mineradoras e atividades agropecuárias deve ser fiscalizado rigorosamente e evitado quando apresentar algum risco ao meio ambiente.
Ademais, é importante salientar que o Brasil deve diversificar as fontes de energia e não depender apenas de hidrelétricas. O nosso país detém uma das maiores reservas hídricas do mundo, o que torna propício a geração de energia por meio de hidrelétricas, como Itaipu, Belo Monte e Tucuruí, para citar algumas. Entretanto, a extrema dependência desse recurso pode gerar a falta de energia em períodos de estiagem. Dessa maneira, essa produção poderia ser substituída por outras fontes alternativas, como a eólica (muito usada no Nordeste) e o biodiesel (extraído da cana-de-açúcar), que apresentam um grande potencial no país, além de serem fontes renováveis.
Diante do exposto, o Estado deve combater o desmatamento na região Amazônica, por meio de uma fiscalização eficaz e punição exemplar de infratores. Outrossim, cabe ao Ministério de Minas e Energia o investimento em fontes alternativas de geração de energia - como energias solar, eólica e biodiesel - com o intuito de não depender exclusivamente de hidrelétricas. Dessa maneira, o Brasil estará preparado para uma eventual crise hídrica.