A crise política e a sociedade: como contornar divergências políticas nas relações sociais?

Enviada em 01/05/2021

No atual contexto histórico, é percebido que os meios de comunicação se tornaram extremamente polarizados, a ponto de que qualquer tema se transforme em uma discussão entre esquerda e direita, petistas e bolsonaristas, “comunistas” e “não comunistas”, que no fim terminam em muitas ofensas dos dois lados, num diálogo raso, como se fossem soldados lutando por uma ideologia. É visto no Brasil uma grande insegurança política em relação aos nossos governantes, por conta dos escândalos de corrupção do passado, e em meio a isso, pessoas oportunistas usam dessa desconfiança para promoverem-se como “anticorrupção” e inventarem narrativas para atrair extremistas e causar mais confronto. Desta forma, a população, muitas vezes por falta de pensamento crítico, acaba escolhendo um lado e se juntando para atacar quem na teoria seria seu “inimigo”, eliminando qualquer possibilidade de diálogo.

Primeiramente, há um grande problema de diálogo entre as pessoas, que passam a agir de forma agressiva para defenderem uma ideia que nem elas mesmas sabem se é verdade. Durante as eleições de 2018, foi visto um caos, gente tomando partido, discutindo nas redes sociais, escândalos de fake news, resultado de uma grande instabilidade desesperança do povo por conta dos casos de corrupção e a ascensão de um discurso demagógico e extremista que fomentou discussões. Por conta disso, o povo, inseguro, tentou apoiar o que os deixava com um pingo de esperança, mesmo que acabassem se metendo brigas desnecessárias com seus amigos, familiares ou até desconhecidos.

Segundamente, o Brasil tem uma cultura antipolítica, no sentido de que as pessoas simplesmente evitam de falar de política, por acharem um assunto estressante ou irrelevante, Dizer “os políticos são ladrões”, já se tornou parte do senso comum, uma fala tão convicta, mas não percebe-se avanço no combate a corrupção, mesmo o problema sendo reconhecido e escancarado para o mundo. Ou seja, é perceptível a falta de senso político da população, que não se interessa pelo bem da sociedade em geral, se contentando com discursos rasos e ações fúteis na política pública.

Por fim, vemos a crise política vivida no Brasil, impacta diretamente a sociedade, impedindo o diálogo e levando o país à ruína. Por isso, o Ministério da Educação deveria implementar nas escolas de todo o país uma nova disciplina que trabalhasse a da importância da política na vida dos brasileiros e tornar as pessoas mais críticas e conscientes da situação política nacional, para tornar o país próspero e transparente. Somente por meio da educação, conseguiremos mudar e tornar-nos a potência que tanto almejamos ser.