A crise política e a sociedade: como contornar divergências políticas nas relações sociais?

Enviada em 01/05/2021

A política é um assunto de grande importância que envolve a sociedade de forma geral, pois torna-se essencial na vivência em uma população, esá em todos os fatores e esferas da vida humana, precisa-se entender, discutir, estudar política, mesmo que não se goste. Entretanto, a questão é quando a política se estende em opiniões alternativas e a forma como isso engloba o social. Percebe-se que em épocas de eleição ou crise política as pessoas começam a confrontar-se, seja onde for ou em qual tipo de relacionamento, é esse confronto que gera divergências nas relações sociais. Outro fator problemático é a forma como a como a confusão causa discursos de ódio perigosos entre as pessoas.

Em primeiro ponto, vale ressaltar que a diferença entre as opiniões ou pontos de vista sempre acontecem, não importa o assunto, o problema é quando esse fator vem a gerar uma discussão séria e perigosa, ou separar amigos, família, pessoas próximas no geral. De acordo com uma pesquisa da Ipsos, que entrevistou 20 mil pessoas, cerca de 44% dos entrevistados escolheram divergência política como um motivo de conflito entre familiares e amigos, o que gera uma análise séria sobre o assunto e sua gravidade, já que causa inimizade entre pessoas.

No ano de 2018, quando aconteceram as eleições para presidente, houveram diversos desentendimentos, diferenças entre pontos de vista ou opiniões, que geraram ataques na internet, que vinham dos integrantes dos dois maiores grupos de apoio aos candidatos Jair Messias Bolsonaro, atual presidente, e Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, uns para com os outros, ou até mesmo de pessoas que apoiavam outros candidatos, ofendendo aos concorrentes ou aos próprios indivíduos entre si. Na internet há grande índice de casos do discurso de ódio, os indivíduos expressam, por muitas vezes, sua opinião de forma arriscada, ameaçadora e enfurecida, a fazer ataques aos outros usuários, conhecidos ou desconhecidos, o que não colabora com os candidatos e também com os defensores.

Conclui-se com a ideia de que as opiniões devem ser expressadas de forma mais sensível e aberta, sem ofender pessoas, cometer crimes ou discurso de ódio, como observa-se atualmente. Logo, verifica-se uma ação do governo ao orientar os candidatos em eleições e mandatos, por meio de reunões, estar aconselhando seus defensores a apoiá-los com educação, para que estejam mais alertos às suas atitudes pelas falas de alguém que se inspirem ou acreditem. Além disso, é preciso ação da mídia com seu poder de influência em estar sempre alertando sobre os perigos dos discursos de ódio e expondo dados em jornais, programas de TV, propagandas, para que haja maior conscientização da população sobre seu comportamento com família, amigos, conhecidos ou até mesmo desconhecidos, seja onde for, o que colaborará para redução das problemáticas causadas pela divergência política.