A crise política e a sociedade: como contornar divergências políticas nas relações sociais?
Enviada em 30/04/2021
Sabe-se que a crise política pode afetar relações sociais de vários modos, seja fisicamente ou mentalmente, a situação de tensão pode ser encontrada em diversos locais, tanto na internet quanto na vida real, e é a causa de varias discórdias entre o público que contêm idéias opostas. Um exemplo novo deste assunto, é entre o governo de nosso presidente Jair Messias Bolsonaro e o ex presidente Luis Inácio Lula Da Silva, em que as pessoas de Direita (lado que apoia o atual presidente) e Esquerda (lado que apoia o ex presidente) entram em um conflito verbal tanto online quanto nas ruas, por meio de protestos a favor de defender o lado que está apoiando seja de qualquer acusação que ele tenha sido envolvido.
Em primeiro lugar, é notável que as divergências políticas ficam mais expostas a partir da época das eleições, tanto nos horários de debates quanto na internet. As redes sociais acabam se tornando um campo de guerra, onde amigos se exaltam, se ofendem e acabam se bloqueando por conta da política. Porém, também ocorre nas ruas, e pode ser até pior do que online, por conta que as pessoas não se limitam a apenas escrever textos ou bloquear a pessoa como nas redes sociais, por conta disso, em diversos multirões, muitas pessoas acabam machucadas ou até mesmo mortas pelas pessoas de ideias contrarias.
Em segunda instancia, pode-se observar o caso que ocorreu em um dos maiores canais do Brasil, intitulado Porta dos Fundos, que vem sofrendo ataques desde que o canal foi ao ar. Alguns vídeos foram postados na mesma plataforma, o YouTube, criticando a ideia direta do esquerdista Duviver e falando para que as pessoas não assistissem os vídeos dos mesmos. Após disso, um dos criadores do Porta dos Fundos Antonio Tabet se pronunciou no seu facebook e falou: O que mais me entristece nessa história é que vídeos como os dos “Reunião de Emergência” provam que não somos uma empresa com um pensamento singular. Diferente de quem acha coerente promover boicote cultural. Quer evitar coxinhas? Não saia do seu quarto. Quer evitar petralhas? Idem. Há pessoas dos dois lados aqui na Porta, na Globo, na Band, na sua novela favorita, no supermercado que você faz compras, no salão de beleza, na igreja que frequenta, na mesa do bar, no time pelo qual você torce e, se duvidar, até no quarto do lado.(…) Esse revanchismo bobo só fomenta o ódio.
Dados fatos descritos acima, é imprescindível afirmar que para tentar acabar com a crise política, primeiramente precisa-se que a midia começe a cobrar mais nesse ponto, pois não existem muitos jornais que divulgam verdadeiramente o que acontece no meio das manifestações, isso faria com que boa parte das pessoas que ficam assistindo jornais ficassem mais atentas sobre a favor da crise.