A crise política e a sociedade: como contornar divergências políticas nas relações sociais?
Enviada em 01/05/2025
No ano de 2020, ápice da pandemia da Covid-19 no mundo e auge do governo de Jair Messias Bolsonaro no Brasil, o país se dividiu, e a disseminação de ódio tomou conta dos brasileiros. Nesse sentido, é preciso encontrar maneiras para controlar as divergências políticas nas relações sociais, visto que diversos vínculos afetivos foram rompidos devido às diferenças de opiniões políticas. Sob essa perspectiva, compreender o pensamento do próximo e promover a educação política é fundamental para que haja relações mais saudáveis.
Em primeiro plano, entender a opinião do outro é necessário para um mundo harmônico. Com isso, Aristóteles - filósofo da Grécia Antiga - defendia a importân
_cia da construção de uma sociedade mais harmoniosa, reconhecendo a relevância
da opinião de outrem na discussão e tomada de decisões. Diante desse cenário, a sociedade brasileira atual, com um jeito egocêntrico, não aceita diferentes pontos de vistas, resultando em discussões sérias com amigos e familiares e fazendo com que haja um fim em relações de anos. Logo, é essencial que existam estratégias para incentivar a escuta ativa e o respeito mútuo, garantindo que as relações sociais se mantenham firmes.
Ademais, no mundo contemporâneo a ideologia “direita e esquerda” tem intensificado conflitos. No entanto, durante os debates políticos para eleições de prefeitos em São Paulo, em 2024, José Luiz Datena e Pablo Marçal reforçaram essa ideia de confronto, protagonizando uma cena de agressão física devido às suas posições partidárias opostas, mostrando que esse tipo de comportamento reflete a polarização exacerbada que atinge a esfera pública e influencia negativamente a população. Dessa maneira, é necessário uma base de educação sólida para evitar que o debate político se transforme em confronto.
Em suma, diante das rupturas sociais intensificadas durante a pandemia e o governo Bolsonaro, é essencial promover o respeito às opiniões políticas. Para isso, o Ministério da Educação - órgão responsável pela educação eficaz - por meio das redes sociais deve investir em campanhas educativas a fim de estimularem o diálogo e o pensamento crítico. Assim, será possível construir uma sociedade mais tolerante e unida, mesmo em tempos de crise.