A crise política e a sociedade: como contornar divergências políticas nas relações sociais?

Enviada em 01/05/2025

O Efeito Dunning-Kruger explica bem o fenômeno: quanto menos a pessoa sabe, mais ela acredita que sabe. E isso tem alimentado uma confiança burra que transforma divergência política em ataque pessoal. A sociedade já não discute ideias, ela escolhe lados, como se o outro automaticamente virasse inimigo. O problema não é discordar, o problema é que ninguém quer ouvir, só vencer. E enquanto todo mundo briga, a convivência desmorona.

Primeiramente, durante a pandemia, a ideia de coletividade ficou mais vaga. O vírus, invisível, escancarou o que sempre esteve mal escondido: o egoísmo travestido de liberdade. Máscara virou símbolo de “quem você apoia”, a vacina virou “em quem você acredita”. E assim, uma crise sanitária se transformou numa crise social. Não faltou informação, faltou disposição para pensar. Em vez de cuidar do outro, a prioridade virou ganhar a discussão e impor seu ponto de vista.

Além disso, a teoria dos jogos mostra que, se cada um tentar agir só pro próprio benefício, o grupo inteiro é prejudicado. Uma ideia intuitiva, mas que não é aplicada. No lugar de cooperação, temos a disputa para marcar território ideológico. A política vira um jogo de soma zero onde, para alguém estar certo, o outro precisa ser humilhado. E isso destrói qualquer chance de diálogo, a convivência vira campo minado. E ninguém quer ser o primeiro a baixar a guarda com medo e demonstrar fraqueza.

Portanto, para superar as divergências nas relações sociais, é fundamental que o Ministério da Educação - órgão responsável por administrar a educação no Brasil - atue de forma ativa no fortalecimento do diálogo entre diferentes grupos, por meio de políticas públicas de educação cívica com o objetivo de reduzir a polarização e restaurar a convivência.