A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 29/08/2025
Durante o período das expedições para às Américas, em 1500, com a chegada dos portugueses no território brasileiro, grande parte das fontes culturais e históricas dos povos originários foram perdidas, já que eles sofreram grande violência e preconceito pelos portugueses. Portanto, tal fato histórico afetou diretamente a realidade brasileira contemporânea, uma vez que a democratização do acesso à cultura no Brasil configura-se como expressivo obstáculo a ser superado. Desse modo, cabe analisar os principais propulsores que sustentam esse revés, com foco no descaso governamental e na falha educacional.
A princípio, o descaso cultural por parte do governo precisa ficar no passado. Com isso, vale rememorar a fala dita pelo cantor brasileiro Gilberto Gil, “a cultura é igual arroz e feijão, é necessidade básica”. Segundo o cantor, cultura deve ser algo fundamental e que não deve faltar para os brasileiros, tal qual o alimento. No entanto, isso não ocorre, já que a cultura ainda sofre para que a população tenha acesso a atividades culturais fundamentais, como teatro, cinema e museus. Assim como o alimento também falta na mesa de muitos ao redor do Brasil, a cultura deve receber atenção para que sua democratização deixe de ser um obstáculo.
Ademais, a falha educacional precisa deixar de ser um problema. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “a educação faz o homem”. No entanto, muitas escolas ainda não possuem profissionais capacitados para que a cultura tenha sua devida valorização, já que para o filósofo, a educação é transformadora e possui grande capacidade de mudança na estrutura social do país. Com essas mudanças na educação, a cultura teria sua devida democratização e alcançaria mais espaços.
Portanto, compreende-se que a problemática é uma desafiadora realidade a ser superada. Para mitigar tal questão, é fundamental que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), promovam campanhas de incentivo para que a sociedade civil–principal agente de mudanças sociais– busque saber sobre a cultura local. Já nas escolas, seriam convidados pesquisadores de multicul- turalidade para apresentar conhecimentos para os alunos desde a infância. Com essas medidas, o país ficará cada vez mais distante da ignorância e do preconceito, diferente do que foi vivênciado em 1500 com a chegada dos portugueses.